Presidente do TSE reúne embaixadores nesta segunda para defender confiabilidade das urnas
TSE apresenta urnas eletrônicas para embaixadores O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reúne nesta segunda-feira (17) embaixadores e representantes do corpo diplomático para apresentar e defender a segurança e a transparência das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.
Diplomatas dos Estados Unidos e de todos os países com representação no Brasil foram convidados.
Mais de 100 embaixadores confirmaram presença, entre eles, um integrante do corpo diplomático norte-americano.
O encontro será fechado, durante a tarde.
A reunião faz parte da estratégia do tribunal de apresentar à comunidade internacional o funcionamento da urna eletrônica e os mecanismos de segurança e fiscalização adotados nas eleições brasileiras.
Em nota divulgada no fim de julho, o TSE classificou a urna eletrônica como um "patrimônio do povo brasileiro" e afirmou que o sistema será defendido por Nunes Marques durante o encontro.
Esta será a segunda reunião do presidente do TSE com embaixadores sobre o sistema eletrônico de votação.
Em 16 de junho, Nunes Marques se reuniu com 25 representantes diplomáticos para explicar o funcionamento das urnas e os mecanismos de segurança do processo eleitoral.
O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques Antonio Augusto/TSE Relação com os EUA Em julho, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou pedidos de visto solicitados pelos diplomatas Riley M.
Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Os dois foram citados em reportagem do jornal "The Washington Post" como responsáveis por uma estratégia para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Dias antes, o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, mencionou acusações já desmentidas pelo TSE sobre a empresa responsável por produzir as urnas eletrônicas em reunião com diplomatas.
Na ocasião, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse, equivocadamente, que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.
O TSE já desmentiu que utilize urnas eletrônicas da empresa.
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