Previdência privada rendendo pouco? Veja quando vale avaliar uma portabilidade
Uma rentabilidade abaixo da expectativa pode levar o investidor a querer trocar de plano de previdência privada.
Mas o problema está nos custos ou na estratégia do fundo? Antes de decidir, vale entender o motivo da insatisfação.
A portabilidade permite transferir o saldo para outro plano, mas o rendimento recente não deve ser o único critério.
Para Tatiana Cardoso, diretora-executiva da MAG Gestão Previdenciária, a troca merece avaliação quando o plano deixa de atender às necessidades do participante.
Taxas elevadas, poucas opções de fundos e investimentos incompatíveis com o risco que a pessoa aceita correr ou com o prazo até a aposentadoria estão entre os sinais de atenção.
“Previdência é um produto de longo prazo, então pequenas diferenças de custos, estratégia de investimento e tributação podem produzir efeitos relevantes ao longo de muitos anos.” — Tatiana Cardoso, da MAG Leia mais: Parou de investir na previdência privada? Entenda o custo da pausa na aposentadoria Quais taxas merecem atenção? Carlos Eduardo Soares, head de fundos e Previdência da AW Capital, também recomenda começar pelos custos.
O participante deve conferir a taxa de administração, que remunera a gestão e a administração do fundo, e eventuais cobranças de performance, vinculadas ao desempenho conforme as regras do produto.
Outra cobrança merece atenção: “Taxa de carregamento é um sinal de alerta.
Ela impacta diretamente no saldo que efetivamente é investido”, destaca.
Na comparação entre planos, Tatiana recomenda avaliar a estratégia, a composição da carteira e o nível de risco dos fundos.
A orientação é observar a rentabilidade em períodos mais longos e usar uma referência de desempenho adequada à estratégia, em vez de considerar apenas o resultado de um mês ou de um ano.
“Um desempenho recente ruim não necessariamente significa um produto ruim.” — Carlos Eduardo Soares, da AW Capital Leia também : Veja 7 motivos para mulheres planejarem a aposentadoria agora Segundo ele, a avaliação deve considerar o perfil do participante e o prazo até a aposentadoria.
O especialista observa que, se o objetivo e o prazo não mudaram, trocar de fundo apenas pelo resultado recente pode levar ao abandono de uma estratégia ainda adequada ao planejamento.
O cuidado também vale para a escolha do novo plano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.