Ormuz pode se tornar “desnecessário” em cinco anos e ser substituído, diz CEO do HSBC
DUBAI, 20 Out (Reuters) – O investimento em rotas logísticas alternativas no Golfo Pérsico para mitigar o impacto da guerra com o Irã poderia tornar o Estreito de Ormuz “desnecessário” nos próximos cinco anos, afirmou nesta terça-feira Georges Elhedery, presidente-executivo do Grupo HSBC .
O conflito destacou a forte dependência mundial dessa via navegável estratégica, pela qual passava anteriormente um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.
Leia também Paris renova toque de recolher pela segunda noite e fecha estações de metrô Medida vale das 23h às 6h em áreas específicas; manifestações não declaradas estão proibidas também em outras áreas da capital francesa Trump diz que Zelensky deveria deixar negociações sobre guerra na Ucrânia Presidente dos EUA afirma que é “hora de outra pessoa” representar Kiev nas conversas de paz, critica o líder ucraniano e sinaliza disposição para dialogar com Putin e Xi Jinping Isso está forçando os países do Golfo Pérsico a direcionar recursos para o desenvolvimento de dutos de energia até os portos, investimentos que, segundo Elhedery, permitirão que a região supere as consequências do conflito.
“Acreditamos que essa região será capaz de se recuperar e, em seguida, continuar crescendo.
Isso exigirá muitos investimentos”, disse o presidente-executivo do banco durante o evento HSBC Future Forum, em Dubai.
“É claro que desejamos e esperamos ver uma resolução para o conflito… Mas o Estreito de Ormuz, provavelmente daqui a cinco anos, pode se tornar obsoleto”, acrescentou.
O Oriente Médio, o Norte da África e a Turquia estão oferecendo US$872 bilhões em pacotes de projetos individuais, parte de um portfólio mais amplo de infraestrutura planejado e ainda não concedido, no valor de US$1,4 trilhão, informou o HSBC em um relatório na segunda-feira, citando dados da MEED, uma plataforma de inteligência de mercado do setor de construção com sede em Dubai.
Enquanto isso, uma pesquisa recente do HSBC com mais de 1.600 líderes empresariais e cerca de 820 investidores institucionais globais revelou que eles ainda consideram o Golfo Pérsico um polo de investimentos atraente.
No entanto, após um crescimento de 3,3% em 2025, o Banco Mundial previu na semana passada uma contração econômica de 1,3% na região do Oriente Médio, Norte da África e Paquistão neste ano devido à guerra.
Isso deve ser seguido por uma recuperação forte, mas desigual, em 2027.
Elhedery estava entre os financistas globais que deveriam participar da principal conferência de investimentos da Arábia Saudita, que estava prevista para a próxima semana, mas foi adiada para 2027 na segunda-feira, após ataques mortais em Riad perpetrados pelos militantes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.