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Economia

Fiemg quer responsabilidade fiscal e mais previsibilidade do próximo governo Lula

InfoMoney ·
Fiemg quer responsabilidade fiscal e mais previsibilidade do próximo governo Lula

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) defende que o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva PT), reeleito no domingo, deve priorizar medidas estruturantes, capazes de criar condições para investimentos, aumento da produção, competitividade e geração de empregos.

Para a entidade empresarial, medidas de curto prazo constituem risco e é necessário o controle dos gastos públicos para garantir investimentos e competitividade.

“A Fiemg manifesta preocupação com a condução da política fiscal, especialmente diante da expansão dos gastos públicos e da adoção de medidas de caráter conjuntural durante o período eleitoral”.

Leia também: Os 3 testes fiscais que Lula terá de passar para recuperar o mercado, segundo UBS Leia também: Firjan pede reformas e vê consolidação fiscal como caminho para o desenvolvimento A entidade tem se posicionado contra iniciativas que ampliem despesas sem sustentabilidade, por entender que podem aumentar as pressões inflacionárias, dificultar a redução dos juros e elevar o custo do crédito para empresas e famílias.

Segundo a Federação, a reação dos mercados nesta segunda-feira (26), marcada por forte volatilidade, queda da Bolsa, alta do dólar e elevação dos juros futuros, reforça a necessidade de sinais claros sobre a condução da política econômica.

“Mais do que movimentos pontuais, o cenário evidencia a importância de recuperar previsibilidade e confiança para que empresas possam tomar decisões de investimento de longo prazo.” Para o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, o próximo governo precisa criar condições para que a iniciativa privada tenha segurança para investir e produzir.

“Governo não gera riqueza, quem gera é quem produz.

O papel do Estado é criar condições para que quem trabalha, investe e empreende tenha segurança para produzir.

Isso exige responsabilidade fiscal, segurança jurídica, juros compatíveis com o crescimento e regras previsíveis”, disse.

A entidade diz ainda que a indústria entra no novo ciclo com preocupação diante da trajetória das contas públicas, do nível dos juros e dos impactos da incerteza econômica sobre o custo do crédito, os preços dos insumos e a capacidade de investimento.

Para a Fiemg, medidas que produzem efeitos imediatos não podem comprometer o equilíbrio fiscal dos próximos anos.

“Não podemos ampliar despesas para produzir resultados de curto prazo e deixar para depois a discussão sobre como essa conta será paga.

O que parece positivo agora pode significar mais inflação, juros maiores e menos investimento adiante.

O Brasil precisa fazer escolhas sustentáveis no longo prazo”, ressalta Roscoe.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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