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Ucrânia se diz traída por acordo Trump-Putin após perda de sinal de satélites estratégicos

Bem Paraná ·

A Ucrânia afirmou nesta quarta-feira (14) que operações militares em toda a linha de frente da guerra contra a Rússia foram afetadas por restrições no uso do Starlink.

Isso um dia após também denunciar a falta de alerta antecipado dos Estados Unidos sobre ataques com mísseis balísticos da Rússia.

A operação da rede de satélite do empresário Elon Musk foi limitada, com terminais falhando se transportados a mais de 160 km/h, algo comum para movê-los de forma rápida pela frente de batalha, coordenando o trabalho de drones e da artilharia de Kiev.

“Nossas Forças Armadas não receberam nenhum aviso dessas restrições, e isso levou ao fracasso de uma série de missões”, afirmou Serhii Beskrestnov, assessor do presidente Volodimir Zelenski para tecnologia militar.

“Está claro que essa ação não é uma coincidência e está conectada à situação política atual”, afirmou o assessor, que é um popular blogueiro conhecido como Flash.

Ele se refere à pressão renovada do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre Zelenski.

O americano quer que o colega suspenda ataques a refinarias russas, campanha que levou a uma crise de abastecimento no vizinho e que Trump credita como responsável pelo aumento do preço do diesel em seu país.

Na realidade, a inflação é atribuída por especialistas mais à guerra que o próprio Trump não consegue encerrar com o Irã, que travou o comércio de petróleo com efeito-cascata na economia mundial.

Mas o republicano já escolheu sua desculpa.

O republicano corre o risco de ver seu partido perder o controle do Congresso nas eleições de novembro, e busca um remendo rápido para a crise inflacionária.

Na sexta (9), causou ultraje na Europa ao anunciar um acordo para voltar a comprar diesel da Rússia, algo que está vetado por sanções desde o fim de 2022, primeiro ano da guerra lançada por Vladimir Putin.

“É doloroso quando Trump escolhe um lado que não é o nosso”, afirmou Zelenski em uma entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan.

Questionado se se sentia traído pelo acordo do diesel, disse: “Sim, mas é complicado”.

O arranjo ainda precisa ser detalhado e sofre oposição até entre aliados domésticos de Trump.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.

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