Quais são as suspeitas sobre Milton Leite na investigação que apura atuação do PCC no transporte da cidade de SP
Operação investiga infiltração do PCC no transporte público de São Paulo O ex-vereador de São Paulo Milton Leite (União Brasil) é investigado pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por suspeitas relacionadas à atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público da capital.
Segundo os investigadores, ele seria responsável diretamente pela operação de algumas empresas que estariam sob controle do PCC e seria o dono de fato da Transwolff.
Leite não foi encontrado pelos policiais que foram à sua casa para cumprir o mandado, e a polícia passou a considerá-lo foragido.
Em nota, ele afirmou que está viajando.
“Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas.
Vou provar minha inocência em todas as acusações”, declarou o ex-vereador.
As suspeitas foram apontadas pela Operação Vectura Corrupta, que apura a atuação do crime organizado no setor de transportes na cidade de São Paulo e suas relações com empresários, políticos e advogados.
LEIA TAMBÉM: Conheça os nomes listados pela polícia na investigação que mira presença do PCC nos ônibus Empresas suspeitas de ligação com o PCC transportam 41% dos passageiros Milton Leite se 'aposentou', mas deixou dinastia familiar e de aliados no Legislativo Segundo a investigação, Milton Leite é “citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas” pelo PCC.
A afirmação consta de um relatório da Polícia Civil anexado ao processo.
O documento também aponta que há declarações de policiais militares prestadas em um procedimento no Tribunal de Justiça Militar indicando que Milton seria o “dono de fato” da Transwolff.
A empresa foi uma das companhias investigadas na Operação Fim da Linha.
Relação com a Transwolff e a Operação Fim da Linha Milton Leite é alvo de operação contra infiltração do PCC no sistema de transporte de SP O nome de Milton aparece ainda em uma análise feita pela polícia sobre conversas de José Daniel Satilite, apontado como integrante do PCC e um dos principais investigados no caso.
Em um dos diálogos, ocorrido depois da Operação Fim da Linha, José Daniel afirma que havia conversado com o advogado Milton Milreu sobre a possibilidade de substituir a empresa UPBus pela Translider.
Segundo a investigação, Daniel disse que, caso a mudança fosse feita, seria necessário avisar Milton Leite.
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