A natureza à beira da morte clama por solidariedade
Um monte de meninos de suspensórios cantando à beira da calçada: “Getúlio Vargas, o povo do Brasil te espera, te ama, te adora e te venera”.
Isso no ano da graça de 1955. Eu me lembro, muito vagamente, do pessoal lá de casa cantando.
Na mesma época, o povo também cantarolava, acompanhados por Nelson Gonçalves, a seguinte marchinha contra: “O Brasil tem muito doutor. Muito funcionário, muita professora. Se eu fosse o Getúlio, eu mandava metade dessa gente pra lavoura. Mandava muita loura plantar cenoura, muito bonitão plantar feijão. E essa turma da mamata eu mandava plantar batata”.
Quem disse que meninos com 9 anos, minha idade na época, não se metiam em política? Aliás, campeava na América do Sul, em sete países, o absurdo de manter, mesmo em democracia, o obrigatóriedade do voto.
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