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Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Foz do Rio Amazonas

Opera Mundi ·
Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Foz do Rio Amazonas

A Petrobras confirmou nesta segunda-feira (17/08) a descoberta de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, no poço Morpho.

A presidente da estatal, Magda Chambriard , afirmou a repórteres em coletiva de imprensa em Oiapoque que ainda não se sabe a quantidade de petróleo que existe na região. “Ainda precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área”, afirmou, em coletiva de imprensa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras autoridades, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Chambriard explicou que a perfuração do poço levará de 15 a 20 dias para ser concluída, e só então será possível medir as dimensões da reserva de petróleo da região.

“Estão previstos mais três poços para perfuração nessa região. Além disso, há outros cinco poços em áreas adjacentes. É esse gigantesco esforço exploratório que vai nos dizer o real potencial da região”, afirmou Chambriard.

“Isto aqui é o passaporte para o futuro desse país”, disse o presidente Lula durante a coletiva de imprensa em Oiapoque, segurando um frasco com uma amostra de petróleo. Ele assegurou que a exaltação da descoberta não significa uma negação de sua “luta para que um dia a gente não precise utilizar combustível.”

“Vamos continuar cuidando do meio ambiente, 87% deste estado [do Amapá] é reserva e 90% deste território está com floresta praticamente intocada. Eu sujei a mão com o pré-sal e agora com este. Este parecia que já estava refinado”, disse o presidente.

Os hidrocarbonetos foram identificados através de perfis elétricos e amostras de rochas coletadas durante a perfuração.

Em nota, a Petrobras informou que “as operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”.

A descoberta faz parte do Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras, que prevê a perfuração de 15 poços na Margem Equatorial, com 2,5 bilhões de dólares (R$ 13 bilhões) em investimentos na região.

Presidente da Petrobras, Magda Chambriard; presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; e presidente do Senado, Davi Alcolumbre X/@LulaOficial

A operação de perfuração da Petrobras em águas profundas na bacia da Foz do Amazonas começou em outubro de 2025, após um processo de cinco anos para obter a licença ambiental necessária.

Críticos argumentam que abrir uma nova fonte de exploração vai na contramão da necessidade urgente por uma transição energética, que visa a reduzir o papel dos combustíveis fósseis na economia em favor do combate às mudanças climáticas. Lula, enquanto isso, defende o uso das receitas geradas pelo petróleo e gás para financiar a transição brasileira.

Outras preocupações incluem a preservação da natureza e das populações da região. Em junho, a DW teve acesso a um relatório apresentado pela Petrobras ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), segundo o qual um eventual vazamento poderia atingir a costa.

Antes, em janeiro, houve um vazamento durante a perfuração do bloco FZA-M-59.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.

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