Ex-mulher de Daniel Silveira registra ocorrência por supostas agressões
Paola Daniel afirma que ex-deputado não aceita o fim do relacionamento e passou a persegui-la e ameaçá-la
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Paola Daniel (PRD), ex-mulher do ex-deputado Daniel Silveira (foto), fez um Registro de Ocorrência (RO) com acusações de ameaça, lesão corporal, violência psicológica e difamação supostamente cometidos pelo ex-marido.
Candidata a deputada federal, Paola afirma que as supostas agressões começaram em 2022, quando os dois ainda eram casados e ele estava preso.
Agora, cumprindo pena em liberdade condicional, Silveira não estaria aceitando a candidatura da ex-mulher.
O RO, com pedido de medida protetiva, foi registrado na 106ª DP, em Petrópolis, onde os dois vivem. Na saída da delegacia, ela disse que foi obrigada a vir a público “diante de tantas notícias mentirosas”.
Em vídeo divulgado nas redes, Paola classificou o ex-marido como uma “pessoa horrorosa”.
“Sei que muitos de vocês gostam do Daniel, mas vocês não o conhecem como homem, conhecem como político. Ele é uma pessoa horrorosa. Diante disso tudo eu tive que vir aqui. Estou tocando minha campanha tranquila, não toco no nome dele, não falo nada. E mesmo assim ele vem querer me atacar com violência psicológica, violência de tudo que é tipo que vocês não imaginam. Mas a verdade virá à tona” , disse.
Os dois foram casados por dez anos e se separaram há cerca de um ano e meio.
Segundo Paola, Daniel nunca aceitou o término e começou as ameaças em 2022, enquanto estava preso, quando passou a persegui-la e a amigas, com acusações de traição.
No registro, Paola diz que sofreu um tapa no ouvido de Silveira em 2022, pouco antes de sua segunda prisão, que a derrubou no chão e deixou sua audição comprometida por cerca de um mês.
Ela não procurou atendimento médico porque tinha medo da repercussão e do comportamento de Silveira, de acordo com o RO. Nas ameaças, ele dizia que ela “não era ninguém” e que “se não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém” .
As ameaças e a violência psicológica teriam se intensificado por causa dos ciúmes de Silveira, que dizia estar sendo traído.
Ela denunciou que, no final de 2023, ainda na prisão, Silveira teria contratado pessoas para persegui-la e colocar um rastreador em seu carro. Paola descobriu o rastreador, que tinha um microfone, em uma oficina.
Paola diz que o ex-marido ligava e enviava mensagens mesmo dentro da prisão, cobrando informações sobre um suposto amante. “Acho melhor você pensar direito” , teria escrito Silveira em uma dessas mensagens.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.