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Economia

Chega de aumentar impostos? Ministro da Fazenda conta os próximos passos do governo Lula para apertar o cinto dos gastos e frear juros

Seu Dinheiro ·
Chega de aumentar impostos? Ministro da Fazenda conta os próximos passos do governo Lula para apertar o cinto dos gastos e frear juros

O ministro defendeu a necessidade de reduzir o crescimento do gasto obrigatório em relação ao limite geral do arcabouço

O mercado já coloca na conta uma nova vitória para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) neste ano, e a questão que assombra os investidores é: como o governo pretende resolver o cenário fiscal e econômico do país?

A boa notícia é que essa resposta não deve passar por mais taxas. Durante o evento BTG Pactual Macro Day 2026 , realizado nesta manhã (31), Mansueto Almeida , economista-chefe do BTG Pactual , cobrou o governo, e o ministro da Fazenda , Dario Durigan , respondeu: o controle do fiscal não deve seguir pelo aumento de impostos .

Durigan afirmou que a gestão de Lula possui sete pilares para ajustar as contas públicas e que o foco agora é reduzir a taxa básica de juros do país, que se encontra em 14% ao ano.

O ministro também defendeu a necessidade de reduzir o crescimento do gasto obrigatório , sendo uma das primeiras medidas do governo. "O gasto obrigatório ainda consome bastante do orçamento e precisa crescer menos", afirmou.

Apesar disso, Durigan reforçou que a agenda econômica não se resume à agenda fiscal, abordando questões como o combate à corrupção e crimes financeiros.

O ministro afirmou que a estratégia para os próximos anos é fortalecer a iniciativa privada e o Estado para destravar investimentos no país.

“Uma política fiscal muito responsável é o nosso principal compromisso para os próximos anos", comentou o ministro

Para isso, além da redução dos juros , o ministro afirmou que o governo está de olho nas metas de resultado primário estabelecidas pelo próprio governo. Ele ainda prometeu que o país vai registrar superávits primários crescentes e recorrentes a partir de 2027.

Vale lembrar que, apesar de o governo ter reduzido o déficit primário, que passou de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) para cerca de 0,5%, essa melhora ocorreu devido ao aumento da arrecadação e da carga tributária . No entanto, esse ganho foi perdido integralmente com o serviço da dívida pública, que passou de 6% do PIB em 2023 para 8,5% neste ano.

Segundo o ministro, os próximos passos incluem também fortalecer a regra fiscal atual, em vez de modificá-la. Para isso, a gestão atual quer seguir revisando benefícios tributários que não se justificam mais.

Durigan afirmou que pretende abrir espaço no orçamento para que o governo foque em investimentos públicos estratégicos, em áreas onde o setor privado ainda não tem apetite de atuar ou onde o risco é muito elevado.

A fala do ministro ressoa as recentes declarações de Lula durante a campanha eleitoral . O presidente vem defendendo um aumento dos investimentos públicos em segmentos como tecnologia.

Durante o evento desta manhã, o ministro também citou planos para que os gastos em programas sociais sejam mais eficazes, com revisão constante das despesas, controle rigoroso dos critérios de concessão e monitoramento dos beneficiários.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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