Petróleo sobe mais de 3% e volta a ficar acima de US$ 90 com ameaças entre EUA e Irã
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O preço do petróleo disparou na tarde desta segunda-feira (17) e voltou a ultrapassar a casa dos US$ 90 com o temor pela retomada do conflito entre EUA e Irã.
O prazo do cessar-fogo para chegar a um acordo acabou nesta segunda-feira e o presidente dos EUA, Donald Trump, descartou prorrogá-lo. O Irã afirmou estar pronto para responder a qualquer ofensiva.
A situação levou o barril Brent, referência mundial, a subir por volta das 13h (horário de Brasília) e atingir o ápice às 14h45, quando alcançou US$ 91,19 (R$ 473,91), alta de 3,01% em relação ao fechamento na sexta-feira (14).
Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, estava cotado a US$ 83,67 (R$ 434,83), valorização de 2,7%, por volta das 16h.
O dia foi marcado pelo fim do prazo de 60 dias, que foi estabelecido em 17 de junho quando os dois países anunciaram uma interrupção nos ataques. No início de julho, o cessar-fogo chegou a ser suspenso com bombardeios que duraram duas semanas até uma nova interrupção .
Paquistão, Omã e Qatar tentaram articular um acordo e chegaram a divulgar que estavam próximos de um acerto que nunca ocorreu. O temor é que os ataques voltem a ser retomados, o que poderia levar novamente a uma alta do preço do petróleo.
O tráfego pelo estreito de Hormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás, continua bem abaixo da média. Uma autoridade de alto escalão do Irã ouvida pela agência de notícias Reuters afirmou que o país mudou sua política de defensiva para "totalmente ofensiva" com os militares prontos para escolhas difíceis.
Os dois países seguem disputando o controle de Hormuz e o Irã ganhou o reforço dos houthis, grupo do Iêmen, que passou a atacar embarcações que cruzavam o estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e era usado como alternativa para navios da Arábia Saudita transportarem petróleo.
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Sem o acordo, Trump afirmou que pode atacar o Omã, que vem negociando com o Irã para dividir o controle de Hormuz. "Se Omã atrapalhar, vamos bombardeá-los até acabar com tudo", afirmou o republicano em entrevista nesse sábado (15).
Um dia antes, Trump alertou os norte-americanos para que se preparassem para a manutenção dos preços elevados dos combustíveis em decorrência da guerra, ao mesmo tempo que afirmou que, "depois que terminarmos de derrotar o Irã... muito em breve declararei o estreito de Hormuz território dos Estados Unidos".
"O presidente está pensando no longo prazo. Ele quer deixar a próxima geração de norte-americanos bem abastecida de energia e livre da ameaça existencial de um Irã com armas nucleares", declarou o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.