Lula promete ganho real para o mínimo; Flávio dá sinais divergentes sobre a regra
O salário mínimo de R$ 1.621 serve de referência para cerca de 61,9 milhões de brasileiros, segundo o Dieese.
Na campanha de 2026, Lula (PT) promete manter os aumentos acima da inflação.
Flávio Bolsonaro (PL) não apresenta uma regra para o piso em seu programa de governo e deu respostas diferentes sobre o tema.
A disputa também retoma o histórico dos governos recentes.
Na gestão de Jair Bolsonaro, pai do candidato do PL, os reajustes deixaram de seguir uma política permanente de valorização.
Continua após a publicidade Depois de um pequeno ganho real em 2019, os aumentos de 2020 a 2022 praticamente só repuseram a inflação.
Lula retomou os ganhos acima dos preços em 2023.
Lula defende continuidade O programa de governo de Lula afirma que um novo mandato dará continuidade à política de valorização do salário mínimo .
O documento apresenta os aumentos reais como instrumento de distribuição de renda, combate à pobreza e estímulo ao desenvolvimento.
Continua após a publicidade O texto também destaca os ganhos para trabalhadores, aposentados e beneficiários do BPC.
Não estabelece um valor futuro para o piso nem propõe uma nova fórmula: a promessa é manter a política em vigor.
Atualmente, o reajuste combina a inflação medida pelo INPC com a variação do PIB de dois anos antes, limitada a um ganho real de 2,5%.
Continua após a publicidade Flávio não define uma fórmula O plano de governo de Flávio, registrado no Tribunal Superior Eleitoral, não menciona o salário mínimo.
O documento trata de redução de gastos e do custo do trabalho, mas não diz se o piso terá aumentos reais nem como será calculado.
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