Flávio anuncia como novidade programa que Lula já criou para comprar dívidas das famílias
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou durante o debate da Band, neste domingo (18), uma proposta de compra de dívidas de brasileiros pelo governo federal.
O mecanismo, porém, já está previsto no Desenrola Brasil 3.0 , instituído pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro.
A medida provisória autoriza a União a adquirir carteiras de dívidas em leilões, com descontos mínimos de 90% , que serão repassados aos consumidores.
Durante sua participação, Flávio afirmou que pretende criar um Ministério da Prosperidade e assumir a responsabilidade de renegociar diretamente os débitos da população com os bancos.
“No meu governo, a gente vai comprar a sua dívida dos bancos” , declarou o senador.
O candidato explicou que a aquisição seria feita por valores inferiores aos originais, permitindo reduzir o montante devido pelos consumidores.
A ideia se aproxima do mecanismo já autorizado pelo governo Lula.
No Desenrola 3.0, instituições financeiras e empresas poderão vender à União créditos inadimplidos mediante descontos elevados.
Programa de Lula já prevê descontos de 90% A terceira etapa do Desenrola foi instituída pela Medida Provisória 1.393/2026 , publicada em setembro.
O programa contempla, em regra, dívidas originalmente inferiores a R$ 10 mil , com atraso superior a 720 dias e inferior a 1.645 dias.
Também inclui débitos não bancários, como contas de serviços e compromissos no comércio.
A expectativa oficial é de que até 15 milhões de pessoas possam ser beneficiadas.
O governo estima que R$ 150 bilhões em dívidas se enquadrem nas condições de aquisição, com potencial de renegociação efetiva de R$ 75 bilhões.
Para financiar as operações, a medida prevê até R$ 15 bilhões em recursos públicos , condicionados à disponibilidade orçamentária.
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