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Como está a Argentina de Milei, modelo econômico defendido por Flávio Bolsonaro

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Como está a Argentina de Milei, modelo econômico defendido por Flávio Bolsonaro

O modelo econômico do presidente argentino Javier Milei , apontado como referência pela equipe de Flávio Bolsonaro (PL) , voltou ao centro da disputa presidencial brasileira durante o debate da Band, neste domingo (18).

Questionado por Lula (PT) sobre a experiência do país vizinho, o senador não respondeu diretamente.

Na Argentina, os resultados mais recentes incluem a perda líquida de 31,3 mil empresas e cerca de 245 mil empregos formais privados , além de retração industrial e aumento da pobreza.

A discussão ocorre depois que Daniella Marques , coordenadora econômica da campanha de Flávio, classificou Milei como um ótimo exemplo para o Brasil.

Em setembro, ela afirmou que a equipe pretende se inspirar nas reformas argentinas para reduzir impostos, eliminar normas e diminuir a estrutura do Estado.

No confronto deste domingo, Lula trouxe a referência argentina à discussão.

Flávio respondeu com críticas às relações do presidente brasileiro com governos da América Latina, sem explicar quais medidas de Milei pretende adotar.

Mais de 31 mil empresas a menos O levantamento mais recente da Fundar , centro de pesquisas argentino, mostra que o país perdeu 31.342 empresas entre novembro de 2023 e junho de 2026 , uma redução de 6,1% no total de estabelecimentos registrados.

A retração alcançou 14 dos 18 setores analisados e 23 das 24 províncias argentinas.

A principal exceção foi Neuquén, impulsionada pela exploração de gás natural em Vaca Muerta.

O desaparecimento de empresas também atingiu o mercado de trabalho.

Segundo o Centro de Economia Política Argentina (Cepa), aproximadamente 245,6 mil empregos privados registrados foram perdidos desde o início da gestão Milei até junho de 2026.

Parte dessas perdas foi compensada pela expansão do trabalho autônomo, que cresceu 169 mil postos.

Pesquisadores do Cepa alertam, porém, para a substituição de empregos protegidos por atividades com menor segurança trabalhista.

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