Guerra, geada e dólar: por que o café é o “trade perfeito” de Martha Matsumura
Conteúdo XP De um lado, um consumo que atravessa guerras, grandes eventos e diferentes momentos econômicos.
Do outro, uma oferta vulnerável à chuva, geada e qualidade da safra.
Quando essas forças se desencontram, o café pode percorrer grandes distâncias no gráfico em pouco tempo, exatamente o tipo de movimento que chama a atenção de quem opera volatilidade.
Martha Matsumura foi a convidada do episódio 85 do GainDelas , programa do canal GainCast.
A analista explicou por que o café ganhou espaço em suas análises e como demanda, oferta, clima, posicionamento dos fundos e dólar ajudam a criar algumas das características que mais procura na commodities.
Demanda que resiste Entre as commodities que passaram por suas análises, o café conquistou um espaço particular.
Além de ter ajudado Matsumura a aprofundar sua compreensão sobre a economia mundial, o ativo também aparece com destaque quando ela revisita seu próprio histórico.
“Sempre soube que a minha melhor performance foi em café”, revela.
Parte dessa relação está na resistência da demanda.
A analista cita a pandemia como uma exceção observada em seus estudos sobre elasticidade, mas ressalta que, normalmente, o consumo atravessa cenários muito diferentes.
“O café não tem redução de consumo em época de guerra, em época de paz”, destaca.
Além disso, na leitura da analista, o produto não possui um substituto direto.
Dessa forma, qualquer ameaça à quantidade disponível pode ganhar rapidamente importância para o mercado.
“Quando eu olho o café em relação às outras commodities, é justamente porque não tem substituto”, explica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.