Da calçada ao parque, ocupação irregular avança em Campo Grande
A crise econômica e a busca por renda ajudam a explicar o crescimento do comércio informal em Campo Grande.
Não justificam, porém, que calçadas, praças e outros espaços destinados ao uso coletivo sejam transformados, pouco a pouco, em propriedades particulares.
O fenômeno começa quase sempre de maneira aparentemente inofensiva.
Primeiro aparece uma pequena banca.
Depois, uma cobertura.
Em seguida, mesas, cadeiras e estruturas metálicas.
Quando o poder público não fiscaliza no início, aquilo que deveria ser provisório ganha aparência de permanente.
E o espaço que pertence a todos passa, na prática, a servir exclusivamente a alguém.
Há situações emblemáticas.
Na Avenida Mato Grosso, uma estrutura comercial foi instalada sobre a calçada para funcionar como lanchonete.
O local destinado à circulação de pedestres passou a ser ocupado por uma atividade privada.
É uma inversão evidente: o cidadão precisa disputar espaço justamente onde deveria ter prioridade.
O cartão-postal cercado pelo comércio Talvez o exemplo mais simbólico esteja justamente em um dos lugares mais visitados e conhecidos da Capital: o Parque das Nações Indígenas.
O parque é um dos grandes patrimônios urbanos de Campo Grande.
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