DF mira suspeito de vender produto para ereção com 'deepfake' de famosos
A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou nesta manhã uma operação contra uma grupo suspeito de produzir vídeos forjados por inteligência artificial de famoso para convencer vítimas a comprar produtos de tratamento de disfunção erétil.
A quadrilha fazia vídeos falsos de cantores e jornalistas e os divulgava nas redes sociais. Para isso, os criminosos usavam a técnica de deepfake, uma tecnologia de inteligência artificial capaz de simular, com elevado grau de realismo, a fala, a expressão facial e o timbre de voz de uma pessoa real a partir de materiais coletados de sua exposição pública.
Nas gravações fraudulentas, as personalidades apareciam dando um depoimento pessoal. Eles diziam sofrer de disfunção erétil e recomendavam a compra de um produto de suposto tratamento natural, apontou a investigação.
Vítimas confiavam nos relatos produzidos e eram induzidas a comprar o item na internet. A polícia disse ter encontrado comprovantes de vendas e entregas a moradores de Brasília. "Fato ainda mais grave, pois não se sabe a natureza e os componentes de tais produtos e se os mesmos trazem malefícios à saúde", explica a corporação.
Um suspeito foi identificado pelas autoridades. Contra ele, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em Guarulhos (SP), onde foram apreendidos dispositivos digitais —que serão encaminhados à perícia.
Investigação ainda continua. Os envolvidos podem responder pelos crimes de estelionato qualificado por meio eletrônico, comercialização ilegal de medicamentos e falsidade ideológica. As penas máximas, se somadas, podem chegar até 28 anos de reclusão.
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