De la Espriella anuncia operação para deportar imigrantes irregulares na Colômbia
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou nesta segunda-feira (24/08) o início de uma operação para localizar e deportar imigrantes em situação migratória irregular. A medida deverá ser conduzida pela autoridade migratória do país em conjunto com a polícia, tendo como foco inicial estrangeiros suspeitos ou envolvidos em crimes, e pessoas que permanecem no território colombiano sem regularizar sua documentação.
Segundo um vídeo vazado neste domingo (23/08), durante uma reunião do Conselho de Segurança na capital do departamento de Atlântico, De la Espriella afirmou que sua prioridade será colocar os colombianos em primeiro lugar e reforçou a intenção de retirar do país estrangeiros que estejam cometendo delitos.
“Não aceitarei imigrantes ilegais, de onde quer que venham, que estejam cometendo crimes na Colômbia. Eles irão embora e nós os deportaremos”, declarou.
Entretanto, a implementação da medida vem apresentando obstáculos jurídicos e administrativos, já que governo colombiano terá de estabelecer quais recursos humanos, estruturas e procedimentos serão empregados para colocar as deportações em prática.
Além disso, será necessário estabelecer uma distinção clara entre estrangeiros que estão apenas com a documentação migratória irregular e aqueles que efetivamente possuem envolvimento com atividades criminosas.
Vale ressaltar, que essa diferença é importante porque a permanência irregular na Colômbia não é considerada um crime por si só. Logo, questões relacionadas à residência e à regularização migratória pertencem ao âmbito administrativo, enquanto eventuais delitos devem ser tratados por meio de investigações específicas.
Colômbia abriga mais de 2,8 milhões de venezuelanos, enquanto cerca de 193 mil menores estão entre os migrantes irregulares no país Wikimedia
Segundo o jornal El Tiempo, os dados apresentados por Rodríguez ajudam a dimensionar o tamanho do problema. Em junho de 2026, cerca de 847 mil venezuelanos estavam em situação irregular na Colômbia.
Desse contingente, 527 mil haviam sido identificados como tendo regularizado sua condição migratória, enquanto aproximadamente 320 mil ainda estavam passando pelo processo de regularização.
Entre essas pessoas estão cerca de 193 mil crianças e adolescentes. Segundo o mandatário colombiano, esse segmento deveria ocupar um lugar prioritário nas políticas públicas de regularização e proteção.
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