segunda-feira, 24 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Mundo

As duas almas da esquerda brasileira

Opera Mundi ·
As duas almas da esquerda brasileira

“Se quiser ir rápido, vá sozinho. Se quiser ir longe, vá acompanhado .” – Sabedoria popular africana

Não é preciso ter uma avaliação exaltada destes últimos três anos e meio – um legado positivo, quando comparado com os seis anos anteriores, mas limitado, dizendo o mínimo –, para compreender que a eleição de Lula é vital, por duas razões: (a) porque a alternativa real é o perigo catastrófico que Flávio Bolsonaro representa, indo além até do que seu pai queria fazer e não conseguiu, como a subversão do regime democrático-liberal, recolonização subordinada aos EUA, privatização da Petrobrás e bancos públicos, avanço das fronteiras agrícolas na Amazônia, desconstitucionalização dos pisos para educação e saúde, desvinculação do salário-mínimo como piso previdenciário, a redução da maioridade penal para dezesseis anos, a impunidade da violência contra a mulher, e muito mais; (b) porque, em perspectiva mais histórica, quando pensamos “grande”, na escala dos últimos cinquenta anos, um mínimo de lucidez deve admitir que o papel de conjunto da esquerda, moderados e radicais, foi chave para pelo menos evitar o pior.

Se o governo Dilma Rousseff e seu “giro fiscalista” não foi inocente diante das condições que impediram uma mobilização de massas para bloquear o impeachment, é também inescapável que sem Lula não teria sido possível derrotar Bolsonaro em 2022. E por esquerda não devemos considerar, somente, o PT e outros partidos como o PSol, porque a esquerda é maior do que suas expressões institucionais. A esquerda são milhares de ativistas em muitos movimentos sociais: operário e sindical, estudantil e populares, feministas e indígenas, LGBT’s e ambientais, culturais e de direitos humanos, editoras e portais, jornais e rádios, e por aí vai. E a estratégia da extrema direita é virar a mesa, indiferentes às diferenças que nos separam entre reformistas e radicais, e impor uma derrota histórica irreversível e por prazo indefinido, como foi em 1964. Desconsiderar que Trump está na presidência dos EUA, o mapa da América do Sul é um pesadelo, e que uma Cuba cercada agoniza seria imperdoável.

Neste marco, a esquerda brasileira tem recebido muitas críticas. Umas mais justas do que outras, porque tem de tudo. Aquelas que mais doem, ainda quando necessárias, são as que fazemos uns aos outros. Faz parte. Estas discussões são quase sempre reduzidas a uma escala política imediata, de alguma forma estreita, mesmo se tratamos de um balanço do recente governo Lula.

Mas, e na grande dimensão da avaliação histórica? As respostas mais óbvias são duas e antagônicas. Ou o balanço é a exaltação das reformas das gestões lideradas pelo PT, ou é a condenação do papel da moderação reformista, porque não fizemos a revolução. As duas têm algum grão de verdade. Mas nada é tão simples em um país em que a classe dominante não aceita sequer reformas “melhoristas”, e a classe trabalhadora e a maioria popular não acumulou ainda a consciência e disposição de luta que é necessária para a precipitação de uma situação revolucionária. O que mudou na “alma” da esquerda brasileira nestes últimos 40 anos?

Se diz que a alma é a essência que anima a consciência humana que nos define.

Ler a notícia completa no Opera Mundi ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.

Mais de Opera Mundi

Ver tudo ›

Mais em Mundo

Ver tudo ›