Interscope afirma que Summer Walker deverá pagar US$ 50 milhões caso rescinda o contrato com a gravadora
A cantora de R&B Summer Walker , indicada ao Grammy, enfrenta uma nova disputa judicial de US$ 50 milhões com sua gravadora após anunciar a rescisão de um contrato que especialistas da indústria musical já haviam descrito como “brutal” .
Na nova ação, de sete páginas, obtida pela Rolling Stone , a Interscope Records , pertencente à UMG , afirma que Walker ainda deve entregar à gravadora dois álbuns de estúdio e um EP, conforme o contrato assinado em 2017 e alterado posteriormente.
A empresa alega que as “gravações não entregues continuam devidas e pendentes”, embora Walker tenha invocado recentemente a lei trabalhista da Califórnia conhecida como “regra dos sete anos”.
Em geral, essa norma limita a sete anos a duração dos contratos de prestação de serviços pessoais, incluindo os fonográficos.
“Como consequência direta e imediata do descumprimento de Walker em entregar as gravações pendentes, a UMG sofreu e continuará sofrendo prejuízos, incluindo, entre outros, os lucros que teria recebido caso Walker tivesse cumprido todas as suas obrigações contratuais”, afirma a nova ação.
“A UMG tem direito a receber uma indenização superior a US$ 50 milhões pelas gravações não entregues”.
A disputa judicial começou depois que Walker informou à Interscope , em agosto, que em breve deixaria de prestar os serviços previstos no contrato.
“Esta carta serve como notificação oficial de que, a partir de 27 de agosto de 2026, a Sra.
Walker não mais prestará serviços nos termos do contrato, em razão de ele não ser mais juridicamente exigível”, dizia sua carta à gravadora, segundo a nova ação.
A Interscope argumenta que a “não entrega” de todas as gravações previstas no contrato obriga Walker a indenizar a gravadora.
Segundo a ação, o contrato original, de 2017, e seus aditivos posteriores exigiam a entrega de cinco álbuns de estúdio.
Os projetos anteriores da cantora, Last Day of Summer (2018) e CLEAR (2019), foram classificados como “projetos pré-álbum” e não foram incluídos nessa contagem.
A disputa ocorre após anos de questionamentos sobre o contrato de Walker com a gravadora.
Especialistas da indústria musical que analisaram uma minuta para a Rolling Stone descreveram seus termos como “brutais”, destacando a duração incerta e a pouca flexibilidade para a cantora.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.