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Câmeras registram 'vida secreta' de micos-leões-pretos no alto da Mata Atlântica

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Câmeras registram 'vida secreta' de micos-leões-pretos no alto da Mata Atlântica

Câmeras registram 'vida secreta' de micos-leões-pretos no alto da Mata Atlântica Durante o dia, um mico-leão-preto encontra abrigo em um espaço oco de árvore.

Horas depois, quando o primata já deixou o local, o mesmo espaço pode ser ocupado por um marsupial.

Sem pesquisadores por perto, câmeras instaladas nas árvores registraram esse “revezamento” e revelaram detalhes pouco conhecidos da vida de mamíferos no interior da Mata Atlântica paulista. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram O monitoramento, realizado no Pontal do Paranapanema (SP), permitiu acompanhar desde a rotina diária dos micos-leões-pretos (Leontopithecus chrysopygus) até o desenvolvimento de um filhote e de um indivíduo juvenil.

Os equipamentos também mostraram como diferentes animais utilizam os mesmos recursos da floresta em horários distintos.

As armadilhas fotográficas funcionaram continuamente e permitiram acompanhar os animais sem a presença de pesquisadores, situação especialmente importante para indivíduos não habituados ao contato humano.

“As armadilhas fotográficas são ferramentas de monitoramento não-invasivo, então permitem acompanhar os animais de forma contínua, por longos períodos e sem a presença de um observador em campo, cuja presença poderia influenciar o comportamento dos animais”, explica Maria Carolina Manzano, pesquisadora do Programa de Conservação do Mico-leão-preto e integrante da equipe responsável pelo estudo.

Segundo ela, a estratégia permitiu ir além da identificação dos locais frequentados pelos primatas.

“Conseguimos, por exemplo, registrar um filhote em um dos grupos e acompanhar um juvenil ao longo de seu desenvolvimento até a fase subadulta.

Além disso, como as câmeras funcionavam 24 horas por dia, conseguimos entender o que acontecia nos mesmos locais quando os micos não estavam ali”, afirma.

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Os pesquisadores trabalharam em duas áreas do Pontal do Paranapanema: a floresta contínua do Parque Estadual Morro do Diabo e um fragmento localizado na Fazenda San Maria.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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