Acusado de vínculo com PCC apresenta renúncia na disputa eleitoral em São Paulo
Depois de ser preso em uma operação que apura envolvimento junto ao Primeiro Comando da Capital (PCC) , Emerson Dias Rocha , então candidato a deputado estadual, apresentou uma carta à Justiça Eleitoral para renunciar a tentativa de conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) .
O documento foi encaminhado pelo partido Podemos, pelo qual ele tentava chegar ao cargo.
“Por ser expressão da minha livre manifestação de vontade, firmo a presente para que produza seus jurídicos e legais efeitos, requerendo sua juntada aos autos do respectivo pedido de registro de candidatura e a consequente homologação da renúncia”, diz trecho do documento assinado na segunda-feira, 24.
O pedido de renúncia foi encaminhado por dois advogados da legenda na terça-feira, 25.
Rocha foi preso na última semana diante de uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) .
“O principal investigado possui extensa ficha criminal e vínculo com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital, ou PCC, sendo apontado como responsável pelo conluio que envolve os demais investigados”, informou a Promotoria.
Rocha tentava disputar uma eleição pela primeira vez.
Natural de Belo Horizonte, ele se declarou à Justiça Eleitoral como empresário.
Diante da prisão, o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu à Justiça o indeferimento do registro de Rocha.
Na operação em que Rocha fora preso na semana passada, 21 mandados de busca e apreensão foram realizadas em Cotia, São Paulo, Jandira e São Lourenço da Serra, todas cidades paulistas, e Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Ainda segundo a Promotoria, durante as buscas, houve a apreensão de seis veículos: Jeep Commander, Jeep Compass, Volkswagen Taos, Volkswagen Polo, Mitsubishi L200 Triton e Chevrolet Onix.
Também foram recolhidos aparelhos celulares, computadores, notebook, pen drive, cartões de memória e livros com anotações, materiais que poderão contribuir para o avanço das investigações.
Crime na política Em reportagem publicada em 8 de junho, VEJA mostrou que Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) e instituições estaduais atuam para evitar que candidatos ligados ao crime consigam apresentar candidatura junto à Justiça Eleitoral nas próximas semanas.
Operações já estão em andamento e suspeitos monitorados.
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