Pesquisa extrai compostos de alto valor de resíduos da laranja
Parte significativa dos subprodutos da indústria citrícola ainda é pouco explorada em relação ao seu potencial químico, diz pesquisador da UFSCar ( imagem: Pascal Bondis / Pixabay )
Nova técnica sustentável reduz impacto ambiental e isola substâncias bioativas como a hesperidina, com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias
Nova técnica sustentável reduz impacto ambiental e isola substâncias bioativas como a hesperidina, com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias
Parte significativa dos subprodutos da indústria citrícola ainda é pouco explorada em relação ao seu potencial químico, diz pesquisador da UFSCar ( imagem: Pascal Bondis / Pixabay )
Antonio Rodrigues da Silva Neto | Agência FAPESP * – Resíduos resultantes da produção industrial de suco de laranja podem ser fontes de compostos bioativos de alto valor agregado quando recuperados por métodos de extração mais eficientes e sustentáveis. É o que mostra um estudo conduzido no Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (DQ-UFSCar) em que foram identificados e extraídos compostos com alto grau de pureza, como a hesperidina, um flavonoide com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Outros bioativos importantes – como D-limoneno, valenceno e carboidratos solúveis – também foram identificados durante a pesquisa. Os resultados foram publicados em fevereiro no periódico Foods .
Durante o processamento do suco, vários subprodutos são gerados, como cascas, sementes, bagaço, óleos essenciais e águas residuais, que compõem uma matriz agroindustrial complexa. Esses resíduos têm grande potencial econômico e oferecem oportunidades para reduzir custos no processo e diminuir o impacto ambiental. Com isso em mente, Antonio Gilberto Ferreira e Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva , docentes do DQ-UFSCar, investigaram como a química verde poderia contribuir para o melhor reaproveitamento dessa matriz. A pesquisa contou com a colaboração de Vânia G. Zuin Zeidler, do Institute of Sustainable Chemistry, em Lüneburg, na Alemanha. O grupo recebeu financiamento da FAPESP por meio de quatro projetos ( 14/50918-7 , 17/25015-1 , 18/11409-0 e 20/07806-4 ) e também do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
“Embora a indústria citrícola gere um grande volume de resíduos, parte significativa desses subprodutos ainda é pouco explorada em relação ao seu potencial químico”, explica Ferreira.
Um dos desafios da pesquisa foi analisar a complexidade química dos resíduos gerados em diferentes etapas do processamento industrial da laranja. As amostras avaliadas reuniam substâncias de naturezas distintas, o que exigiu métodos capazes de oferecer precisão sem tornar o processo excessivamente longo, agressivo ou dependente de muitas etapas de preparo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agencia.fapesp.br — o conteúdo pertence a Agência FAPESP.