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Moradora contrata jardineiro para podar árvore que encostava no telhado e vizinho aparece durante o serviço afirmando que parte do tronco está no terreno dele

O Antagonista ·
Moradora contrata jardineiro para podar árvore que encostava no telhado e vizinho aparece durante o serviço afirmando que parte do tronco está no terreno dele

Quando o tronco fica sobre a linha divisória, a árvore pode pertencer aos dois vizinhos, enquanto galhos invasores seguem regra diferente.

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Daniela chamou um jardineiro depois que galhos passaram a atingir telhas da casa. Durante a poda, o vizinho afirmou que parte do tronco estava em seu terreno e pediu a interrupção. A discussão depende de localizar a árvore na divisa e separar poda de ramos, propriedade do tronco e eventual corte.

O art. 1.282 do Código Civil determina que a árvore cujo tronco estiver na linha divisória presume-se pertencente em comum aos proprietários dos imóveis confinantes. Nesse caso, nenhum deles deve tratar o tronco como exclusivamente seu.

Se o tronco estiver totalmente dentro de um terreno, a situação muda. A discussão integra os direitos de vizinhança , mas primeiro é preciso confirmar a divisa, porque muro ou cerca antiga nem sempre reproduzem os limites documentais.

O Código Civil brasileiro , no art. 1.283, permite cortar raízes e ramos que ultrapassem a extrema do imóvel até o plano vertical da divisa. A regra não autoriza avançar sobre a parte situada no terreno vizinho.

Isso também não equivale a autorização para cortar o tronco ou comprometer a estabilidade da árvore. A poda destinada a afastar galhos do telhado deve respeitar a divisa e as regras ambientais ou municipais aplicáveis.

Quando a posição é discutida, medir a árvore em relação à linha divisória é mais seguro do que confiar apenas no muro. Planta, matrícula, levantamento topográfico e marcos existentes podem ajudar a localizar o limite entre as propriedades.

Fotografias anteriores ao corte também mostram a posição do tronco e os galhos que alcançavam o telhado. Se a divisa continuar incerta, um profissional habilitado pode fazer a medição antes de uma intervenção maior.

Se a intervenção alcançar tronco ou galhos do lado dele, a contestação ganha relevância. Se o serviço estiver limitado aos ramos que cruzaram a divisa, o art. 1.283 estabelece uma regra específica para essa situação.

Mesmo assim, continuar o corte sem esclarecer a posição da árvore pode ampliar o conflito ou causar dano irreversível. Interromper temporariamente para registrar a situação e conferir a divisa é prudente quando há dúvida sobre o tronco.

Pode. Regras de manejo variam conforme o município, espécie, localização e intensidade da intervenção. Em alguns locais, a poda em área privada segue procedimento próprio, enquanto a remoção da árvore costuma receber tratamento mais restritivo.

Por isso, o direito civil de cortar ramos que cruzam a divisa não elimina automaticamente exigências ambientais. Antes de uma poda intensa ou corte do tronco, é importante verificar as regras locais.

Daniela deve fotografar a árvore, registrar os pontos que atingem o telhado e confirmar a posição do tronco. Se ele estiver exatamente sobre a linha, o art. 1.282 presume propriedade comum entre os vizinhos.

Se apenas os galhos provenientes do terreno ao lado cruzarem o limite, existe regra específica para o corte até o plano vertical divisório.

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