sábado, 19 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Política

Cães olharam para rostos humanos dentro de um aparelho de ressonância e seus cérebros reagiram de maneira diferente a medo, tristeza, raiva e alegria

O Antagonista ·
Cães olharam para rostos humanos dentro de um aparelho de ressonância e seus cérebros reagiram de maneira diferente a medo, tristeza, raiva e alegria

Experimentos com cães acordados revelaram padrões cerebrais diferentes diante de expressões humanas positivas e negativas

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Cães domésticos treinados para permanecer imóveis e acordados dentro de aparelhos de ressonância magnética funcional ajudaram pesquisadores a observar como processam expressões humanas. O cérebro dos cães não respondeu da mesma maneira a todos os rostos , e análises publicadas em 2026 mostraram diferenças particularmente claras entre felicidade e expressões negativas, além de distinções entre alguns tipos específicos de emoção negativa.

O estudo realizou dois experimentos com cães de companhia acordados durante exames de fMRI, técnica que detecta alterações no fluxo sanguíneo associadas à atividade cerebral. No primeiro experimento, oito animais observaram rostos humanos felizes e neutros enquanto os pesquisadores comparavam a resposta produzida por cada condição.

Os rostos felizes provocaram maior atividade em uma região do lado direito que abrangia áreas temporais e se estendia até o núcleo caudado. O resultado sugere que expressões humanas positivas possuem uma representação neural diferenciada nos cães, embora isso não signifique que eles sintam exatamente a mesma emoção apresentada pela pessoa.

No segundo experimento, 12 cães observaram fotografias de pessoas demonstrando felicidade, raiva, medo ou tristeza. Os animais foram previamente habituados ao equipamento para permanecerem acordados, sem contenção física rígida e suficientemente imóveis para que as imagens cerebrais pudessem ser analisadas.

Os pesquisadores então empregaram técnicas estatísticas e aprendizado de máquina para procurar padrões capazes de separar as respostas cerebrais associadas às expressões. A abordagem permitiu avaliar não apenas quanto determinada área era ativada, mas também como diferentes regiões formavam padrões distribuídos de atividade.

Este vídeo de pesquisadores da ELTE mostra cães acordados participando de experimentos de neuroimagem enquanto observam estímulos visuais humanos.

Na região cerebral definida a partir do primeiro experimento, um classificador conseguiu diferenciar felicidade de cada uma das três expressões negativas. Entretanto, nessa análise localizada, o sistema não conseguiu separar de maneira confiável raiva, medo e tristeza umas das outras.

Quando os cientistas examinaram padrões distribuídos pelo cérebro inteiro, surgiu um resultado mais detalhado. Houve diferenças entre rostos de raiva e medo e também entre tristeza e medo. Em contraste, raiva e tristeza não produziram padrões suficientemente distintos nessa análise para permitir uma separação consistente.

Os resultados não demonstram que cães atribuam conscientemente rótulos como “medo”, “tristeza” ou “raiva” às pessoas. A fMRI mostra diferenças na atividade cerebral diante dos estímulos, mas não permite concluir diretamente qual experiência subjetiva o animal possui ao observar cada rosto.

O artigo publicado na revista iScience descreve os achados como evidência de que o cérebro canino representa expressões faciais humanas além de uma simples divisão entre estímulos positivos e negativos.

Ler a notícia completa no O Antagonista ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

Mais de O Antagonista

Ver tudo ›

Mais em Política

Ver tudo ›