Schopenhauer, sobre dinheiro: “A riqueza é como a água do mar: quanto mais bebemos, mais sede temos”
Em A Sabedoria da Vida, o filósofo compara riqueza e fama à água do mar para explicar como novas conquistas podem alimentar novos desejos.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Arthur Schopenhauer comparou a riqueza à água do mar para descrever um desejo que pode crescer justamente quando é alimentado. A passagem aparece em A Sabedoria da Vida e inclui também a fama, formando uma reflexão sobre expectativas, satisfação e a dificuldade de estabelecer um ponto de chegada.
Sim. Em uma tradução inglesa de A Sabedoria da Vida , Schopenhauer afirma que as riquezas podem ser comparadas à água do mar: quanto mais se bebe, maior se torna a sede. E acrescenta que o mesmo vale para a fama .
A passagem está em The Wisdom of Life, no Project Gutenberg . A versão em português é uma tradução natural, embora edições possam variar no vocabulário.
A água do mar representa algo que parece responder a uma necessidade, mas que não encerra a busca. Na metáfora, a posse alimenta novas pretensões , fazendo com que o aumento da riqueza possa elevar também aquilo que a pessoa passa a considerar necessário ou desejável.
Schopenhauer observa que cada pessoa possui um horizonte próprio de expectativas. Quando um objetivo é obtido, outros desejos podem surgir e deslocar novamente a sensação de satisfação.
Para Schopenhauer, o problema não está apenas na quantidade de bens, mas na relação entre posse e expectativa . Se os recursos aumentam e as pretensões crescem junto, a distância entre aquilo que se tem e aquilo que ainda se quer pode permanecer aberta.
Por isso, a metáfora não afirma simplesmente que dinheiro torna alguém infeliz. Ela destaca um mecanismo de adaptação: aquilo que antes parecia suficiente pode perder esse efeito quando o padrão de desejo muda e novos objetivos passam a ocupar o horizonte.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.