Mercado de smartphones no Brasil registra queda de 11% no 1S26, aponta Counterpoint Research
O mercado de smartphones no Brasil encolheu 11% no primeiro semestre de 2026, de acordo com o Market Monitor , da Counterpoint Research , a expectativa para a segunda metade do ano é de deterioração ainda maior.
A empresa de pesquisa atribui o mal momento aos preços de memórias e a consequente queda na produção nacional de smartphones, somados à desaceleração das vendas, que criam as condições para uma potencial contração de dois dígitos no ano.
Samsung (42%) e Motorola (31%) são responsáveis por 73% do market share nacional. Embora ambas tenham ganho participação no primeiro semestre, o volume da Samsung caiu 6% ano contra ano e o da Motorola, 2%, refletindo a contração geral do mercado. A chegada de marcas chinesas como JOVI (vivo no Brasil), HONOR, OPPO e realme aumentou a intensidade competitiva, embora a participação coletiva dessas marcas tenha caído 6 p.p., de 26% no primeiro semestre de 2025 para 20% no mesmo período deste ano.
Apesar da contração geral, a Samsung apresentou desempenho sólido na sua linha renovada, acelerando a troca de modelos mais antigos da série A. A marca também se beneficiou do lançamento da série S26 no 1T26, que ganhou tração no segundo trimestre, impulsionado por canais bem abastecidos e descontos agressivos.
Em volume, o Brasil é o mercado mais importante da Motorola na América Latina. A marca cresceu 1% ano contra ano no país no primeiro semestre de 2026, impulsionada por maior visibilidade em lojas físicas e canais online ao explorar sua parceria com a Copa do Mundo da FIFA 2026. A Motorola lançou edições especiais, aplicou descontos direcionados e renovou diversos modelos das linhas G, Edge e Razr, além de introduzir o novo flagship premium Motorola Signature.
De acordo com a Counterpoint a Xiaomi, sem fabricação local, permaneceu em terceiro lugar, apesar de uma queda de 34% em comparação com o primeiro semestre de 2025. A empresa de análise de mercado entende que o resultado reflete a “preferência do consumidor por dispositivos fabricados localmente, a queda nos envios globais e a concorrência de novas marcas chinesas”. A companhia também avalia que a operação da Xiaomi no Brasil é fortemente sustentada pelo mercado cinza vindo do Paraguai. Devido às exigências de fabricação e impostos de importação que podem atingir 105%, o país tornou-se um destino central para dispositivos contrabandeados, frequentemente vendidos com descontos de até 50% em relação aos canais oficiais.
A Apple figurou entre os destaques do período, aumentando a produção doméstica em 7% ano contra ano e sua participação de mercado em 19% no mesmo período. O desempenho foi sustentado pelo ritmo de vendas da série iPhone 17 e pela resiliência dos modelos iPhone 16 e 16e, além de descontos em gerações anteriores. A Apple domina o segmento acima de US$ 600 com 63% de participação, enquanto a Samsung detém 34%.
Com histórico mais recente no país, a Infinix, da Transsion, fechou o top 5.
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