Volante do Vitória está entre estrangeiros que podem se naturalizar
Clubes de todo o país precisaram se preocupar com a quantidade de estrangeiros em seus elencos após a aprovação da redução gradual do limite de atletas estrangeiros relacionados por partida nas competições da CBF - e o Vitória não é um deles.Além de só atingir o limite de estrangeiros em 2030, o Rubro-Negro conta com um jogador que pode se naturalizar brasileiro, o volante Emmanuel Martínez.A mudança foi aprovada pelos clubes da Série A e começará a valer em 2027.
O limite, que atualmente é de nove estrangeiros por jogo, cairá para oito na próxima temporada e será reduzido ano a ano até chegar a cinco em 2030.Martínez cumpre tempo mínimo no BrasilEmmanuel Martínez está no Brasil desde agosto de 2022.
Por isso, de acordo com os critérios da legislação brasileira, o jogador já cumpre o requisito mínimo de residência contínua de quatro anos para solicitar a naturalização ordinária.O volante argentino chegou ao futebol brasileiro pelo América-MG e, depois, passou a defender o Vitória.
No Rubro-Negro, tornou-se uma das peças estrangeiras do elenco e, caso se naturalizasse brasileiro, deixaria de ocupar uma das vagas reservadas a atletas de fora do país nas partidas.
Quem pode se naturalizar?Há alguns anos, a naturalização passou a ser vista como uma alternativa para clubes que têm muitos estrangeiros no elenco.
O caso ganhou força depois de Kannemann, do Grêmio, obter a cidadania brasileira neste ano e deixar de contar como estrangeiro na lista do clube.Pelas regras brasileiras, para pedir naturalização ordinária, o atleta precisa morar no país há pelo menos quatro anos de forma contínua e por tempo indeterminado.
Também é necessário ser maior de 18 anos, ter capacidade de se comunicar em português e não possuir condenação penal, ou estar reabilitado nos termos da lei.O prazo pode ser menor em alguns casos.
Se a pessoa tiver filho brasileiro ou for casada com brasileiro ou brasileira, o período cai para um ano.
O mesmo vale para pessoas originárias de países lusófonos, como Portugal e Angola.
Kannemann pelo Grêmio - Foto: Divulgação I Grêmio Saídas do país podem reiniciar contagemA contagem do tempo de residência precisa, no entanto, ser ininterrupta.
Caso o jogador deixe o Brasil e passe mais de um ano atuando fora do país dentro do período exigido, a contagem pode recomeçar a partir do retorno.Para processos que exigem quatro anos de residência, a ausência máxima somada permitida é de um ano.
Para prazos de dois anos, o limite é de seis meses, e para prazos de um ano, a ausência máxima é de três meses.Outros nomes da listaAlém de Emmanuel Martínez, outros jogadores conhecidos do futebol brasileiro já têm tempo suficiente para iniciar o processo de naturalização.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.