Agência dos EUA diz que não houve terremoto no Nepal e sim um deslizamento
O Serviço Geológico dos Estados Unidos ( USGS, na sigla em inglês ) corrigiu, nesta quarta-feira (26/8), uma informação divulgada horas antes e afirmou que não houve um terremoto antes da enchente repentina que devastou a região entre o Nepal e o Tibete.
Segundo a nova análise, os sinais sísmicos inicialmente interpretados como um tremor foram produzidos por um poderoso deslizamento de terra, que produziu sinais equivalentes a um terremoto de mais de 5 graus.
A correção ocorre em meio às buscas por vítimas da tragédia, que deixou pelo menos 157 mortos no Nepal, segundo a polícia do país.
Centenas de pessoas continuam desaparecidas e ao menos 41 foram hospitalizadas.
Inicialmente, o USGS havia registrado, por volta das 8h37 no horário local, um terremoto de magnitude 4,4 na região da fronteira entre o Nepal e a China, ao norte de Katmandu.
O evento chegou a ser associado à avalanche de gelo e rochas que atingiu o rio Lhende Khola, afluente do Bhote Koshi.
Em uma atualização posterior, porém, o órgão norte-americano informou que análises adicionais das ondas sísmicas indicaram que a energia detectada foi gerada por um deslizamento de terra, e não por um terremoto.
O USGS estimou posteriormente que o fenômeno produziu sinais equivalentes aos de um terremoto de magnitude 5,2.
“Este evento foi inicialmente registrado como um terremoto de magnitude 4,4.
Análises adicionais de ondas sísmicas de longo período indicam que a energia sísmica foi, na verdade, gerada por um deslizamento de terra”, informou o USGS.
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O material teria bloqueado o curso do rio e provocado o acúmulo repentino de água.
A barreira acabou cedendo, liberando uma enorme quantidade de água e detritos em direção ao Bhote Koshi.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.