Sob pressão de China e UE, Brasil mira novos mercados para carne
Sob pressão de dois importantes mercados compradores de carne, o Brasil acelera a busca por novos destinos para suas exportações.
A medida busca aliviar restrições por parte da China e da União Europeia que podem impactar fortemente a indústria de proteína animal brasileira ainda nos próximos meses.
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Diante deste cenário, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que busca aprofundar as negociações com outros países em busca de novos mercados , principalmente Japão, Coreia do Sul e Canadá, considerados estratégicos para diversificar as exportações brasileiras.
Novos mercados Ao Metrópoles , membros do governo brasileiro e do setor afirmam que a busca por novos mercados sempre esteve no radar.
Embora enxerguem como necessária a diversificação de mercado, a medida ganhou tração após a decisão chinesa de reduzir a importação de proteína animal.
Como a China responde por uma fatia relevante das compras externas de carne bovina brasileira, a limitação tende a reduzir o espaço para crescimento das exportações no curto prazo.
Neste sentido, outros parceiros asiáticos surgem no radar, como o Japão e a Coréia do Sul.
Nos últimos anos, Lula fez viagens aos dois países e investiu em negociações em busca de destravar a entrada da proteína brasileira em ambos.
Há anos o Brasil tenta destravar entrada de carne bovina in natura em território japonês .
Embora seja um grande fornecedor de frango ao Japão, há uma série de restrições sanitárias à proteína bovina brasileira — o país consume, principalmente, carne bovina fornecida pelos EUA.
Em março deste ano, o Japão realizou uma auditoria no sistema sanitário brasileiro, visto como o passo inicial para destravar as tratativas sobre o tema.
O Brasil, porém, ainda aguarda os resultados da avaliação, que foi feita em apenas no Sul do país.
A Coréia do Sul também se encontra neste mesmo estágio que os japoneses .
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