Nanopartícula combina duas estratégias para acelerar a cicatrização de feridas crônicas
O tratamento de feridas crônicas disponível atualmente é baseado principalmente em curativos, antibióticos e anti-inflamatórios, que ajudam a controlar a infecção mas nem sempre conseguem eliminar os fatores que mantêm a ferida aberta ( imagem: Shutterstock )
Formulação tópica une antioxidante natural e silenciamento genético de uma enzima que degrada o tecido cutâneo. Em testes de laboratório, o tratamento promoveu a regeneração celular em apenas 72 horas
Formulação tópica une antioxidante natural e silenciamento genético de uma enzima que degrada o tecido cutâneo. Em testes de laboratório, o tratamento promoveu a regeneração celular em apenas 72 horas
O tratamento de feridas crônicas disponível atualmente é baseado principalmente em curativos, antibióticos e anti-inflamatórios, que ajudam a controlar a infecção mas nem sempre conseguem eliminar os fatores que mantêm a ferida aberta ( imagem: Shutterstock )
Fernanda Bassette | Agência FAPESP – Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma nanopartícula capaz de agir sobre diferentes fatores que impedem a cicatrização de feridas crônicas, como é o caso das úlceras associadas ao diabetes e das escaras comuns em pessoas acamadas. Essas lesões, que podem persistir por meses ou até anos, afetam de 1% a 2% da população e representam um importante problema de saúde pública, pois aumentam o risco de infecções e de amputações, além de comprometerem significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Em testes in vitro , a tecnologia reduziu a inflamação e protegeu o tecido contra danos causados pelo estresse oxidativo – uma condição patológica em que o excesso de moléculas reativas (como os radicais livres de oxigênio) danifica as células e impede a regeneração. Além disso, a formulação favoreceu a migração de fibroblastos cutâneos, células que desempenham papel fundamental na cicatrização da pele. Os resultados foram publicados em maio na revista Colloids and Surfaces B: Biointerfaces .
O tratamento atualmente disponível é baseado principalmente em curativos, antibióticos e anti-inflamatórios, que ajudam a controlar a infecção e o quadro inflamatório, mas nem sempre conseguem eliminar os fatores que mantêm a ferida aberta.
“Essas feridas são difíceis de tratar porque diversos mecanismos envolvidos na cicatrização deixam de funcionar adequadamente. Há inflamação persistente, excesso de enzimas que degradam o tecido, estresse oxidativo e dificuldade de formação de uma nova pele. Por isso, pensamos em uma estratégia que pudesse atuar sobre vários desses processos ao mesmo tempo”, explica a farmacêutica Maria Vitória Lopes Badra Bentley , professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP) e orientadora da pesquisa, que contou com financiamento da FAPESP.
Um dos principais alvos da pesquisa foi a enzima MMP-9, que, em níveis normais, participa do remodelamento dos tecidos. Nas feridas crônicas, no entanto, sua produção torna-se excessiva, levando à degradação de proteínas como colágeno, elastina e fatores de crescimento, fundamentais para a reconstrução da pele.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agencia.fapesp.br — o conteúdo pertence a Agência FAPESP.