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Canetas emagrecedoras mudam perfil de alunos em academias e exigem adaptação dos treinos

Folha de S.Paulo ·
Canetas emagrecedoras mudam perfil de alunos em academias e exigem adaptação dos treinos

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Durante anos, Gabriele Francisco Silva, 25, tentou diferentes tratamentos para a obesidade . Atriz e estudante de pedagogia, ela conta que convive com o excesso de peso desde a infância e chegou a iniciar o acompanhamento para uma cirurgia bariátrica .

Quando as canetas emagrecedoras começaram a ganhar espaço nas redes sociais, sua primeira reação foi de desconfiança. "Eu via muita gente tomando, muita gente sem orientação profissional, sem saber de onde vinha o remédio", diz. Após uma avaliação médica, decidiu iniciar o tratamento com Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida que, entre outros efeitos, reduz o apetite e aumenta a sensação de saciedade.

Gabriele conta que, desde que iniciou o tratamento, há seis meses, perdeu mais de 20 quilos. A mudança no peso, contudo, veio acompanhada de algumas reações.

"Um dos efeitos que senti bastante foi um cansaço extremo, uma fadiga muitas vezes que eu não compreendia, não sabia de onde vinha. Todo mundo achava que eu estava sempre doente, cansada", diz. Isso ainda acontece, mas Gabriele diz que os resultados também mudaram sua relação com o próprio corpo e a disposição para continuar cuidando da saúde .

Nas academias, a popularização do uso de canetas emagrecedoras levantou uma questão: como praticar exercício físico durante um processo de perda de peso geralmente ligado a mudanças no hábito alimentar?

A atriz conta que, embora já tivesse experiência com musculação, exercícios que antes conseguia executar passaram a exigir mais esforço. "Tinha treinos que eu não conseguia alcançar o peso com que eu já estava acostumada ou então não conseguia fazer um treino tão bom quanto conseguia fazer antes do medicamento." No início, chegou a passar mal. "Às vezes me dava muita vertigem, e eu tinha muito enjoo."

A saída foi conversar com o personal e, a partir daí, reduzir o ritmo e a exigência, além de substituir alguns exercícios. De acordo com o preparador físico Marcio Lui, essa adaptação é importante e exige atenção ao que o aluno consegue fazer naquele momento. Além disso, as mudanças podem ser temporárias, com a retomada do treino habitual conforme o paciente evolui.

"O cansaço não deve ser ignorado", afirma. "Não dá para simplesmente manter a mesma intensidade se a pessoa está comendo muito menos e relatando falta de energia."

Gabriele afirma que, como o aeróbico já era uma dificuldade antes mesmo do tratamento, buscou alternativas à esteira e à bicicleta e passou a investir em atividades como muay thai e aulas de dança . Enquanto os exercícios aeróbicos contribuem para o condicionamento físico e a saúde cardiovascular, o treino de força é importante para preservar a massa muscular .

Relatos de cansaço e fadiga também aparecem nos consultórios médicos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

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