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CEO conta segredo para formar jovens quando IA já faz tudo: ?testadores?

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CEO conta segredo para formar jovens quando IA já faz tudo: ?testadores?

Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× (Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre tecnologia no podcast Deu Tilt . O programa vai ao ar às terças-feiras no YouTube do UOL , no Spotify , no Deezer e no Apple Podcasts . Nesta semana: Rafael Nasser , CEO da WPP Production Brasil : ' IA é para fazer o impossível ')

A IA já faz parte do "trabalho braçal" que costumava cair no colo de quem está começando - e isso aperta a porta de entrada para jovens em várias indústrias, inclusive a do audiovisual. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes recebem Rafael Nasser, CEO da WPP Production Brasil, a maior produtora de conteúdo do mundo, que conta como formar talentos quando a tecnologia acelera o ritmo do trabalho.

Cortiz descreve um mercado em que empresas passam a preferir profissionais mais sêniores, por repertório e por uma relação mais crítica com as ferramentas. Mas, ao reduzir contratações de iniciantes, o setor corre o risco de "quebrar" a formação de plenos e líderes do futuro.

Eu concordo com tudo e vou responder com uma palavra: responsabilidade. Para mim, você que lidera uma empresa, que lidera um grupo, tem a responsabilidade de formar talentos, cuidar do presente, mas preparar o futuro. É um fato: você precisa de menos gente entrando, só que deve continuar trazendo gente, formando essas pessoas e dando novas tarefas. Se essas tarefas super táticas a IA faz, traz o jovem para ver isso e começa a solicitar para ele coisas novas. Toda semana sai uma ferramenta nova, toda semana tem algo novo para ser testado. Pega esses jovens - e a gente está fazendo isso - e fala: "fuça aí". Sejam os nossos testers. Rafael Nasser

Na conversa, o CEO da WPP Production Brasil defende que o jeito de manter a entrada de jovens é dar a eles uma função clara: testar ferramentas que mudam o tempo todo e combinar soluções diferentes, em vez de se prender a um único aplicativo.

Para Nasser, isso também tira uma pressão do time mais experiente. Cortiz aponta que, além de entregar, o sênior acaba tendo de acompanhar a "paisagem tecnológica" que muda a cada semana - e a função de "testador" ajuda a aliviar essa sobrecarga.

O segredo é você ficar testando, combinando. Não é uma ferramenta de IA. "Qual é a ferramenta que você está usando hoje?" É irrelevante, porque daqui a uma semana muda. Então põe esse pessoal para testar isso. Eles são muito mais ávidos para testar do que a gente. Você resolve o primeiro problema: coloca para dentro essa equipe, dá uma função importante, que é o domínio do ferramental. E nessa jornada você vai fazendo a seniorização cognitiva, crítica, questionando: por que você fez desse jeito? Rafael Nasser

Helton Simões Gomes puxa o tema da bagagem cultural e diz que a IA "expõe" quando o resultado fica genérico: com ferramentas potentes, a lacuna não pode mais ser atribuída ao time ou ao software, e sim ao repertório de quem pede e avalia.

Nasser afirma que a tecnologia provoca um "achatamento" das entregas: muita gente consegue chegar a um nível mediano, mas isso não substitui referência, identidade e intenção.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.

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