A planta que captura pequenos animais com folhas transformadas em armadilhas profundas das quais a presa dificilmente consegue escapar
Folhas tubulares, néctar e superfícies internas especializadas ajudam essas plantas a obter nutrientes em ambientes pobres
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Em áreas úmidas e pobres em nutrientes da América do Norte cresce um grupo de plantas cuja estratégia de sobrevivência depende de folhas profundamente modificadas. Sarracenia forma estruturas tubulares semelhantes a jarros , capazes de atrair pequenos animais, fazê-los perder o equilíbrio e dificultar sua saída enquanto a planta obtém nutrientes de seus corpos.
As armadilhas não são flores nem recipientes separados da planta. Cada tubo é uma folha modificada que cresce de maneira a formar uma cavidade profunda. Dependendo da espécie, esses tubos podem ser mais baixos e largos ou longos, estreitos e eretos, com diferentes formatos de abertura e cobertura superior.
A superfície externa pode apresentar cores e padrões visuais que ajudam a atrair visitantes. Próximo à abertura também existem secreções açucaradas, funcionando como recompensa aparente. Ao se aproximar da borda, o pequeno animal entra em contato com uma região especialmente adaptada para tornar sua permanência cada vez mais difícil.
Depois que um inseto entra no tubo, superfícies lisas, revestimentos cerosos e pelos orientados para baixo podem dificultar a subida, embora essas características variem entre as espécies. A presa acaba escorregando para regiões mais profundas, onde pode encontrar líquido acumulado no interior da folha.
A armadilha funciona de maneira passiva: a planta não fecha rapidamente suas folhas como uma dioneia. O sucesso depende da geometria do tubo, da atração exercida pela abertura e das características internas que tornam o retorno muito mais difícil depois da queda.
Este vídeo mostra o interior de uma armadilha de Sarracenia purpurea e os organismos que podem viver dentro dela.
No fundo da armadilha existe líquido no qual a presa pode ficar retida e morrer. Em várias espécies, enzimas produzidas pela própria planta participam da decomposição. Microrganismos e pequenos organismos associados também podem contribuir para quebrar os tecidos e liberar compostos aproveitáveis.
O objetivo da carnivoria não é fornecer energia no lugar da fotossíntese. Como outras plantas verdes, essas espécies dependem principalmente da luz para produzir açúcares. Os animais capturados fornecem sobretudo nutrientes minerais, especialmente nitrogênio e fósforo, que costumam ser escassos nos ambientes onde elas vivem.
Não. O formato dos tubos, a quantidade de líquido, a presença de cera e a participação de organismos que vivem dentro das armadilhas mudam entre as espécies. Sarracenia purpurea , por exemplo, possui jarros relativamente abertos que podem acumular bastante água da chuva e abrigar pequenas comunidades aquáticas.
O Royal Botanic Gardens, Kew descreve como insetos atraídos pelas secreções doces podem perder o apoio nas superfícies internas e cair no líquido. Essas diferenças mostram por que não é correto imaginar todas as plantas do gênero como armadilhas absolutamente idênticas.
O gênero é nativo da América do Norte, desde regiões frias do Canadá até o leste e sudeste dos Estados Unidos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.