Performance usa espelhos para abordar violência contra mulheres no Mormaço Cultural
Na apresentação, mulheres permaneceram estáticas em espaços públicos segurando espelhos, que receberam frases e desenhos feitos pelo público com batom (Foto: Nilzete Franco/Folha BV) Espelhos, batons e relatos marcaram a performance “Feridas”, apresentada no último domingo (20), durante o Mormaço Cultural, em Boa Vista.
A obra, do Grupo Cunhatã, ligado à Universidade Federal de Roraima (UFRR), abordou diferentes formas de violência contra mulheres na Amazônia.
Na apresentação, mulheres permaneceram estáticas em espaços públicos segurando espelhos, que receberam frases e desenhos feitos pelo público com batom.
Cada estrutura representava temas como violência física e emocional, abuso sexual de meninas, dupla jornada de trabalho, pressão estética, garimpo e violência contra mulheres indígenas, invisibilidade feminina e feminicídio.
Segundo Morgana Nóbrega, estudante de Artes Visuais e integrante do coletivo Cena Cômica, a proposta é estimular a reflexão e a participação do público.
“Essas coisas não param de acontecer.
Todo momento, inclusive agora, está acontecendo”, afirmou.
A artista explicou que os participantes eram convidados a escrever nos espelhos a partir das próprias experiências.
Para ela, a atividade também funciona como uma forma de denúncia e de visibilização de situações que muitas vezes não são percebidas pela sociedade.
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