Milton Leite é alvo de mandado de prisão em operação contra infiltração do PCC no transporte
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Uma operação do Ministério Público de São Paulo realizada nesta quinta-feira (17) mira Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal da capital paulista e vereador por sete mandatos, de 1997 a 2024. Atualmente, o político filiado ao União Brasil não tem mandato.
Leite é considerado figura influente da política paulistana, com eixo de atuação que vem da zona sul da cidade.
Ele foi o presidente mais longevo da Câmara desde a redemocratização, comandando o Legislativo da cidade em 2017 e 2018 e de 2021 a 2024 —quando decidiu não disputar um novo mandato de vereador.
O nome do político havia aparecido em um inquérito da Corregedoria da Polícia Militar que apontava supostas conexões com PMs presos por trabalharem na escolta particular de dirigentes da empresa Transwolff, acusada de lavar dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital). A Transwolff nega a acusação.
Na ocasião, em fevereiro, Leite foi chamado de "chefe" pelo sargento da PM Nereu Aparecido Alves em uma mensagem enviada a Cícero de Oliveira, diretor da Transwolff .
O inquérito também apontava supostas relações financeiras e políticas entre o ex-vereador e a empresa de ônibus municipal, que teve o contrato cancelado após a Operação Fim da Linha , do Ministério Público, como mostrou a Folha .
Em fevereiro, Leite afirmou que não conhecia o sargento e que ele nunca trabalhou em sua escolta.
Segundo depoimentos de policiais, a escolta pessoal de dirigentes da Transwolff era organizada pelo capitão Alexandre Paulino Vieira , que atuava na Assessoria Policial Militar da Câmara desde outubro de 2014.
Em interrogatório no dia 4 de fevereiro, um dos policiais presos em operação da Corregedoria —o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezario— disse que acreditava que o capitão Alexandre havia sido indicado para coordenar a segurança de dirigentes da Transwolff por Milton Leite.
Relatório da Corregedoria também cita "estreitas ligações" do vereador com o capitão Alexandre, pelo período em que ele trabalhou no Legislativo municipal. Questionado na data, Leite afirmou que nunca indicou PMs para prestação do serviço na empresa e disse que o manteve no cargo após ele ter permanecido ali por outras duas gestões da Câmara Municipal.
Em nota em fevereiro, a Câmara Municipal afirmou que o capitão Alexandre "atuou ininterruptamente nas gestões de cinco presidentes" e que "não há nenhum registro que o desabone".
Nas redes sociais, os últimos meses de Milton Leite têm sido de campanha pelos filhos Alexandre Leite, que concorre a deputado estadual, e Milton Leite Filho, a federal. Alexandre foi secretário de Relações Institucionais da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), cargo que deixou para disputar o pleito de outubro.
Apesar de não estar mais no cotidiano da Câmara, Milton Leite mantém atuação política. Em novembro de 2025, por exemplo, a Folha noticiou que ele havia convocado parlamentares da bancada para reforçar o desejo de que o afilhado Silvão Leite (União) assumisse a presidência da Casa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Cotidiano.