Empresa de ônibus que teve intervenção da Prefeitura volta a ser alvo de operação contra PCC em SP; investigação diz que Milton Leite é 'dono de fato' da Transwolff
O ex-vereador Milton Leite (União Brasil) é apontado como dono de fato da TransWolff em São Paulo.
Montagem/g1/André Bueno/Rede Câmara A empresa de ônibus Transwolff voltou a ser alvo, nesta quinta-feira (17), de uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por acusação de infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A empresa já tinha sido protagonista da Operação Fim da Linha, em abril de 2024 e, desde então, estava sob intervenção da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
A intervenção foi determinada por Nunes por meio do Decreto Municipal nº 63.328, de 9 de abril de 2024.
A medida também atingiu, na época, a empresa UPBus.
Após a intervenção da Prefeitura de SP, as linhas da Zona Sul da capital antes operadas pela Transwolff foram transferidas para as empresas Sancetur e Alfa RodoBus.
Essa segunda também é acusada de ligação com o crime organizado.
Alfa RodoBus e Transwolff constam na lista de 12 viações de ônibus que foram alvo, nesta quinta-feira (17), da chamada Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do PCC no transporte público da capital paulista.
Na decisão do desembargador Sérgio Antônio Ribas, que autorizou as investigações e os mandados de prisão pedidos pelo Ministério Público de São Paulo, a Transwolff é citada como tendo como “dono oculto e de fato” o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil).
“Milton Leite da Silva é citado nominalmente [nas investigações] por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas pelo PCC.
Somado a isso há declarações de policiais militares em procedimento junto ao Tribunal de Justiça Militar, que o mesmo seria o dono de fato da empresa Transwolf", disse Sérgio Ribas Milton Leite (União Brasil) era braço direito do prefeito Ricardo Nunes (MDB) antes de se aposentar.
Divulgação/PMSP O desembargador decretou a prisão temporária de Milton Leite por 30 dias.
Ele está sendo procurado pela polícia e diz que está viajando, mas vai se entregar às autoridades.
“Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas.
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