Dia do Professor mostra a importância dos educadores na formação científica
No Dia Nacional do Professor, celebrado nesta quinta-feira, 15, histórias de educadores da rede estadual da Bahia revelam uma dimensão do trabalho docente que vai além da transmissão de conteúdos em sala de aula.
São professores que ajudam a formar estudantes capazes de investigar a realidade, propor soluções e compartilhar descobertas.Em Alagoinhas, no agreste baiano, a professora Talia Moraes Lima conhece a importância dessas oportunidades por experiência própria.
Oriunda da escola pública, ela participou, ainda como estudante, da Feira de Ciências, Empreendedorismo Social e Inovação da Bahia (FECIBA) e do programa Ciência na Escola.
Hoje, acompanha as estudantes Dailane Batista Santana e Yasmim Leite Nunes no desenvolvimento do projeto “Potência preta: vozes femininas no empreendedorismo juvenil”.A pesquisa investiga trajetórias e desafios de jovens negras empreendedoras, abordando questões como representatividade, empoderamento feminino e preconceito no mercado de trabalho.
Acompanhadas pela professora, o projeto proporcionou às estudantes uma experiência internacional na Colômbia, por meio do edital Da Bahia para o Mundo.
A gente planta hoje a sementinha da esperança e amanhã colhe os frutos.
Professora Talita Moraes Lima Para a estudante Yasmim, a participação no projeto ampliou as possibilidades que ela enxerga para o futuro.
“A escola passa a ir além.
A gente descobre novos lugares, amplia nosso mundo e percebe que é possível sonhar”, relatou.Física, astronomia e cordel na mesma pesquisaJá em Sapeaçu, no recôncavo baiano, a professora Leila Maria Salomão encontrou na interdisciplinaridade um caminho para aproximar os estudantes de conteúdos que costumam despertar resistência.
Professora de Física, Robótica e Matemática no Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Recôncavo Jonival Lucas, ela orientou uma proposta que conecta a Teoria da Relatividade, o eclipse solar de 1919 e a literatura de cordel.A ideia surgiu durante os estudos de Leila para o mestrado em Ensino de Física.
Ao aprofundar os conhecimentos sobre Física contemporânea e conhecer a relação entre a teoria de Albert Einstein e as observações realizadas durante o eclipse de Sobral, no Ceará, em 1919, ela identificou uma possibilidade de trabalhar conceitos científicos a partir da cultura nordestina.
Professora Leila ao lado do estudante David Cézar - Foto: Mateus Pereira Leila entende a docência como uma relação de troca, na qual professores e estudantes aprendem coletivamente.
A perspectiva dialoga com o pensamento de Paulo Freire, para quem ensinar e aprender são processos relacionados.
O professor é mediador.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.