Boom da IA pressiona rede elétrica: data centers representam quase um terço dos pedidos de conexão na Holanda
Os data centers representam quase um terço da capacidade elétrica solicitada por empresas que aguardam novas conexões à rede na Holanda.
O cenário evidencia a crescente pressão que a infraestrutura de inteligência artificial e outros serviços digitais exercem sobre o sistema energético dos países.
Segundo informações dos operadores da rede elétrica holandesa citadas pelo programa Nieuwsuur, os pedidos de novas conexões somam aproximadamente 15 gigawatts (GW), o equivalente à capacidade combinada de conexão de todas as residências holandesas.
Diante desse cenário, a Netbeheer Nederland, associação que representa os operadores do setor, pediu ao governo nacional que estabeleça diretrizes mais claras sobre quantos data centers o país deve receber e onde essas instalações devem ser construídas.
“Vivemos em uma época de escassez: nem tudo pode estar em todos os lugares “, afirmou Joris de Groot, da operadora de rede Alliander, em nome da associação.
Ele comparou a situação ao longo debate sobre a poluição por nitrogênio no país e argumentou que restrições semelhantes podem ser necessárias para administrar a demanda por eletricidade.
Rede elétrica enfrenta demanda crescente O número de empresas que aguardam conexões de grande capacidade por meio dos operadores regionais da rede elétrica chegou a 15.498 no primeiro semestre de 2026.
Juntos, esses pedidos somavam 9.986 megawatts (MW) de capacidade, acima dos 9.305 MW registrados no final de 2025.
Os números abrangem empresas de todos os setores, e não apenas data centers.
Ainda assim, segundo a reportagem, essas instalações representam quase um terço da capacidade total solicitada pelas empresas que estão na fila de espera.
A pressão sobre a rede elétrica também tem um custo financeiro significativo, com os operadores estimando que a expansão da infraestrutura elétrica holandesa exigirá investimentos superiores a € 200 bilhões.
O aumento da fila de espera também dificulta o planejamento de longo prazo, já que os operadores precisam decidir onde construir novos cabos e subestações com anos de antecedência, muitas vezes sem saber quais dos projetos propostos realmente sairão do papel.
“Uma onda de solicitações está chegando.
Queremos saber onde devemos ou não investir.
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