Palmeiras vai à semifinal mesmo tomando virada inexplicável e absurda
O time de Abel Ferreira se arriscou demais com estratégia muito defensiva.
A escalação com três zagueiros e três volantes parecia uma escolha pela posse de bola, pelos passes curtos, por não correr atrás do time equatoriano na altitude de 2850 metros, em Quito.
Se a estratégia era essa, deu errado. Mais do que isso, o primeiro tempo deu a certeza de que o Palmeiras queria só se defender, mesmo que Abel tenha afirmado em sua primeira entrevista, na chegada ao estádio.
Linha de cinco na defesa: Giay, Murilo, Bruno Fuchs, Alexander Barboza e Piquerez. Linha de quatro no meio-de-campo: Arias, Marlon Freitas, Lucas Evangelista e Andreas Pereira.
A LDU usava o corredor de Yerlin Quiñonez, que ganhava todas contra Giay. Também o argentino Lucas Rodriguez, nas costas de Marlon Freitas, criando espaços entre as linhas.
Mesmo assim, o Palmeiras fez 1 x 0 aos 9 minutos, com Marlon Freitas, e cedeu o empate cinco minutos depois, erro de Alexander Barboza, cabeceio de Luis Caicedo, o mesmo zagueiro que passou pelo Botafogo.
O segundo tempo teve marcação mais efetiva e a LDU não chutou ao gol de Carlos Miguel, nem para fora, nos primeiros trinta minutos. Tempo para Andreas Pereira alcançar um pênalti num toque de mão de Mina e Vítor Roque converter no terceiro chute palmeirense na segunda metade do jogo.
Só que teve drama inacreditável e absurdo, com o Palmeiras entregando dois gols nos últimos cinco minutos, e acréscimos. Teve de ir aos pênaltis, para Carlos Miguel defender cobrança de Lucas Rodriguez.
A estratégia arriscada deu certo. O Palmeiras vai à sua 13a semifinal de Libertadores, menos apenas do que Boca Juniors, River Plate, Independiente, Nacional, Peñarol e Olimpia.
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