Caetano Veloso vai à Justiça após vídeo ofensivo de Lucas Pavanato
Em 19 de outubro, o vereador de São Paulo e deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) publicou, em parceria com Thiago Asmar um vídeo gravado em Manaus no qual chamava Caetano Veloso e Gilberto Gil de “vagabundos”.
A crítica girava em torno das queimadas na Amazônia e, segundo os dois, artistas de esquerda se recusavam a se posicionar sobre a crise ambiental enquanto supostamente lucravam com dinheiro público por meio da Lei Rouanet.
Em menos de 24 horas, o conteúdo acumulou 288 mil curtidas e 33 mil compartilhamentos.
Em 27 de outubro, Caetano entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro.
O processo tramita na 2ª Vara Cível Cível da Regional de Jacarepaguá.
Em 23 de outubro, antes mesmo de a ação ser formalizada pelo cantor, o juiz Livingstone dos Santos Silva Filho já havia concedido tutela de urgência e determinado a retirada do vídeo das redes sociais dos dois réus em até 48 horas, sob multa de R$ 50 por hora, limitada a R$ 20 mil por réu em caso de descumprimento.
O magistrado também expediu ofício ao Facebook Serviços Online do Brasil Ltda., responsável pelo Instagram no país, para que o conteúdo fosse derrubado em pelo menos três endereços.
Na ação, Caetano pede R$ 50 mil de indenização por danos morais e a publicação de uma retratação pública nos mesmos perfis, com destaque equivalente ao do vídeo original.
Na decisão, o juiz reconheceu que Caetano , por ser figura pública, está sujeito a críticas, mas considerou que o caso foi além disso.
“O emprego da expressão ‘vagabundos’, dirigida ao autor e a outro artista, associada à atribuição de interesses financeiros como motivação de seus posicionamentos políticos, revela ataque pessoal que ultrapassa os limites da crítica política”, diz o texto (via NC News ).
Pavanato , que recebeu mais de três milhões de votos nas eleições e foi o deputado federal mais votado de São Paulo, não recuou após ser citado na ação.
“Agora eu não posso mais considerar alguém ‘vagabundo’? Para mim ele é! Se disse perseguido e censurado pelo regime militar, e hoje tenta fazer o mesmo comigo.
Hipócrita”, publicou no X .
Thiago Asmar não se manifestou publicamente até o fechamento desta matéria, mas sua defesa informou que o vídeo foi removido logo após ele ser citado pela Justiça do Rio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.