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Em meio a alertas ambientais, Lula visita Amapá para acompanhar descoberta de petróleo na Margem Equatorial

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Em meio a alertas ambientais, Lula visita Amapá para acompanhar descoberta de petróleo na Margem Equatorial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita nesta segunda-feira (17) o município de Oiapoque, no extremo norte do Amapá, para conhecer o navio-sonda da Petrobras que opera na Margem Equatorial .

A agenda foi confirmada pelo Palácio do Planalto três dias após a estatal anunciar a descoberta de indícios de petróleo e gás no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense.

A visita reúne figuras centrais da política nacional e estadual em torno de uma descoberta que, se confirmada em escala comercial, pode redesenhar a estratégia energética do país, mas que já acumula anos de controvérsia ambiental.

Lula visita navio-sonda no Amapá Lula deve deixar Brasília às 8h e seguir direto para Oiapoque, onde embarcará no navio-sonda da Petrobras ancorado no bloco FZA-M-59.

A agenda foi divulgada pelo Palácio do Planalto e inclui declarações do presidente antes do retorno à capital, previsto para as 19h50.

A imprensa, no entanto, não deve ter acesso ao navio por razões de espaço e segurança, segundo informações divulgadas antes da viagem.

A comitiva presidencial reúne nomes de peso: o governador do Amapá, Clécio Luís (União Brasil), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

A presença simultânea dessas três figuras ao lado de Lula não é apenas protocolar: ela condensa, em uma única agenda, os eixos político, institucional e econômico que cercam a exploração na Margem Equatorial.

Descoberta de indícios de petróleo e planos da Petrobras Na sexta-feira (14), a Petrobras anunciou que identificou hidrocarbonetos no primeiro poço perfurado no bloco FZA-M-59 , na Bacia da Foz do Amazonas.

A perfuração ainda está em andamento, e a confirmação da viabilidade comercial depende de testes adicionais, mas técnicos da estatal avaliam como alta a probabilidade de se tratar de petróleo em volume relevante.

A descoberta é considerada estratégica pela companhia.

A Margem Equatorial se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e ganhou atenção internacional após descobertas expressivas de petróleo na Guiana e no Suriname, países vizinhos.

A Petrobras vê a região como uma das principais apostas para recompor reservas e compensar uma futura queda na produção do pré-sal, hoje responsável pela maior parte do petróleo extraído no Brasil.

A estatal pretende perfurar outros três poços na mesma área , mas cada nova perfuração depende de autorização do Ibama.

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