Lula visita operação da Petrobras na Margem Equatorial após descoberta de petróleo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita nesta segunda-feira um navio-sonda da Petrobras que trabalha na exploração de petróleo na Margem Equatorial , no litoral do Amapá.
A agenda ocorre três dias depois de a estatal anunciar que encontrou sinais de petróleo e gás em um poço perfurado na região.
O navio atua no bloco FZA-M-59, na Bacia de Foz do Amazonas, uma das áreas consideradas pela Petrobras mais promissoras para novas descobertas de petróleo no país.
Na última sexta-feira, a Petrobras anunciou que encontrou petróleo e gás no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
A perfuração, no entanto, ainda está em andamento.
Agora, a empresa precisa avaliar quanto petróleo existe no local e se a exploração poderá ser feita em escala comercial.
Leia também Exxon, Chevron e Petrobras: como foi o lucro das petroleiras no 2º trimestre de 2026 O movimento acompanha o retorno dos preços do petróleo a um patamar mais alto ao longo de 2026, o que deu suporte generalizado aos resultados do setor A descoberta é considerada importante porque a Margem Equatorial é uma das principais apostas da Petrobras para encontrar novas reservas.
A área se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e ganhou atenção depois de descobertas de petróleo na Guiana e no Suriname, países vizinhos.
A exploração na região, porém, é alvo de discussão há anos por conta dos possíveis impactos ambientais.
A Petrobras esperou mais de uma década pela autorização para perfurar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas.
O Ibama concedeu a licença em outubro do ano passado, depois de exigir uma série de medidas de proteção ambiental e de resposta a eventuais acidentes.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou após o anúncio da descoberta que o resultado reforça a aposta da companhia na Margem Equatorial.
A estatal também pretende perfurar outros três poços na região, mas ainda depende de novas autorizações. — Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje.
Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país — disse Chambriard.
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