Em meio à crise, Colômbia pede ajuda e Brasil envia 19 toneladas de arroz
O governo brasileiro informou nesta quinta-feira (20/08) que enviou 19 toneladas de arroz à Colômbia em resposta ao pedido de assistência humanitária feito pelas autoridades locais, após o terremoto que atingiu o país em 10 de agosto, uma tragédia que resultou, de acordo com o balanço oficial mais recente, em pelo menos 314 mortes e 262 desaparecimentos.
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência explicou que o auxílio a bordo da aeronave cargueira KC-390, da Força Aérea Brasileira (FAB), decolou às 17h, pelo horário de Brasília, partindo da Base Aérea de Canoas (RS). A expectativa é da carga desembarcar no território colombiano na sexta-feira (21/08).
“Oriundo dos estoques públicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o arroz doado não compromete o abastecimento nacional”, esclareceu.
No comunicado, o Brasil ainda reiterou a contínua solidariedade ao governo e ao povo colombianos diante da tragédia, além de ressaltar a disposição do país em colaborar com as autoridades da Colômbia nas ações de resposta à emergência.
O governo brasileiro informou que enviou 19 toneladas de arroz à Colômbia RS/Fotos Públicas
A ajuda se dá após críticas pela recusa do presidente Aberlardo de la Espriella , de extrema direita, em aceitar ajuda internacional, rejeitando equipes estrangeiras de resgate de países em específico. A permissão somente contemplava socorristas de países aliados ideologicamente alinhadas – como os Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador –, embora o governo negasse motivações políticas por trás das decisões em meio à crise.
Na ocasião, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse inicialmente que a gestão colombiana não havia autorizado a entrada da brigada de resgate do Exército mexicano. De acordo com ela, a Secretaria de Defesa Nacional não havia tido permissão para a mobilização porque as autoridades colombianas teriam solicitado uma certificação adicional, sem especificar qual documento seria necessário ou qual autoridade deveria emiti-lo.
O terremoto de magnitude 7,4 teve seu epicentro em San José del Palmar, no Departamento de Chocó. O abalo sísmico de 10 de agosto derrubou prédios e danificou moradias, escolas, hospitais e rodovias, desde o porto de Buenaventura, no Oceano Pacífico, até cidades como Quibdó, Cali, Pereira e Manizales.
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