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Martinho da Vila e Mart’nália celebram laços em show: "A gente se entende no olhar"

A Tarde ·
Martinho da Vila e Mart’nália celebram laços em show: "A gente se entende no olhar"

Criatividade sempre foi uma das marcas do sambista fluminense Martinho da Vila, 88.

Mas sua verve criativa não ficou restrita ao universo musical.

Tanto é que o nome de sua filha Mart’nália, por exemplo, é o resultado da mistura de Martinho com Anália, mãe da cantora carioca.Sempre muito próximos, Martinho e Mart’nália – que carrega influências musicais do pai desde pequena, e metade do nome dele no seu – agora trazem a Salvador a turnê Pai e Filha.Neste sábado, 24, às 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), os dois sobem ao palco para desfiar um repertório atulhado de sucessos, tanto de um quanto do outro.Anunciada como a última turnê do autor de Disritmia, esta é a primeira vez que os dois se apresentam juntos em um show de tamanha envergadura.

Porém, segundo Martinho, mesmo não estando juntos no palco todo o tempo, a música sempre esteve com eles como uma extensão de casa, da convivência familiar.“Ver a Mart’nália crescer nesse ambiente e construir a própria trajetória tornou esse encontro algo muito natural.

A turnê surgiu desse desejo de celebrar nossa história, o samba e a alegria de estarmos juntos”, comemora o pai.Ele garante que será um dia de puro contentamento.

“Era uma vontade antiga fazer algo juntos.

A Mart'nália fez parte da minha banda, às vezes fazia participações em alguns shows.

Agora, a gente vai dividir o palco.

Vamos cantar umas canções juntos.

Outras eu vou ficar assistindo”.Mas além de pai e filha, quem também participa do show é o acordeonista, arranjador e compositor carioca Kiko Horta, fazendo uma homenagem instrumental ao Nordeste, com canções de Dominguinhos, Luiz Gonzaga e Sivuca, que completaria 90 anos em 2026.

Junto e separadoNo sábado, tudo começa com Mart’nália cantando um repertório próprio através de canções como Pé do meu samba, Pra que chorar e Cabide.

E aos poucos, Martinho vai entrando no palco devagar, devagarinho e trazendo os sucessos Batuque na Cozinha, Ex-amor, O Pequeno Burguês, Canta Canta, Minha Gente, além de muitos outros.“O público vai ver muita música, muito samba e, principalmente, muita alegria.

Vai ser uma mistura dos sambas do meu pai com as minhas músicas, cada um mostrando um pouquinho da sua história, e nós dois juntos também, que é a parte mais gostosa”, conta a filha.“É uma honra gigante estar vivendo isso ao lado do meu pai.

Eu cresci vendo ele cantar, aprendendo com ele.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.

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