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Após aprovação parlamentar, França chancela oficialmente direito à eutanásia no país

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Após aprovação parlamentar, França chancela oficialmente direito à eutanásia no país

A máxima autoridade constitucional da França validou na totalidade, nesta sexta-feira, 14, a legislação que concede aos adultos que sofrem de uma doença incurável o direito à eutanásia , embora tenha informado que algumas disposições requerem esclarecimento.

Com a aprovação do Conselho Constitucional, a nação europeia se une à reduzida, mas crescente lista de países que autorizam a morte assistida, da Bélgica aos Países Baixos , passando por Espanha , Suíça , Canadá e Uruguai .

A lei, aprovada pelo Parlamento francês em julho após anos de debate, estabelece o direito à morte assistida para alguns adultos que padeçam de uma doença incurável.

Agora, a decisão do tribunal representa uma vitória para o presidente francês, Emmanuel Macron , que prometeu uma lei deste tipo quando foi reeleito para um segundo mandato em 2022 — embora ele tenha sofrido um revés, mais cedo, nas mãos do mesmo órgão, que revertou a proibição das redes sociais para menores de 15 anos , outro compromisso do mandatário centrista.

Sua validação “põe o selo final em um debate democrático exemplar” e “oferece uma garantia essencial a nossos concidadãos”, declarou a Presidência francesa.

Continua após a publicidade A medida dividiu a população francesa, que vem saindo às ruas para protestar ao longo do ano.

Em janeiro, um enorme ato chamado “ Marcha pela Vida “, que também contestava o direito ao aborto, inundou Paris com mais de 10 mil manifestantes.

Manifestantes participam da ‘Marcha pela Vida’ na capital francesa, Paris, protestando contra as leis de aborto e eutanásia.

18/01/2026 – Mohamad Salaheldin Abdelg Alsayed/Anadolu/Getty Images Continua após a publicidade Restrições Para poder optar pela morte assistida , o paciente deve ser maior de idade, cidadão francês ou residente de longa duração.

Também deve padecer de uma dor que não responda a tratamento ou que, na opinião do paciente, seja insuportável , nos casos em que tiver optado por não seguir o procedimento médico ou interrompê-lo.

Um médico será encarregado de verificar que o paciente cumpre os requisitos, antes de um comitê avaliar os critérios.

Em última instância, o profissional de saúde toma a decisão e o paciente pode retirar seu consentimento a qualquer momento.

Continua após a publicidade O próprio paciente administrará em si a substância letal, exceto no caso daqueles que, por motivos físicos, não possam fazê-lo.

Esclarecimentos Embora o Conselho tenha confirmado a constitucionalidade da lei, considerou que era necessário esclarecer determinadas disposições, incluída a denominada “cláusula de consciência”, que permite aos profissionais de saúde se negar a participar do procedimento.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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