Minério crítico também é adubo
Foto: AprosojaBR/divulgação A Climate Week de Nova York reúne nesta semana governos, empresas e investidores em dezenas de encontros simultâneos pela cidade.
Nesta segunda-feira (21), quando a agenda oficial ganha corpo, uma leitura atravessou as conversas sobre economia, energia e indústria: a geopolítica deixou de ser conjuntura e virou condição permanente das cadeias de valor.
Para quem olha esse cenário a partir do agro, isso coloca o Brasil numa posição rara.
O país reúne um conjunto de ativos que ninguém consegue replicar: minerais críticos, terra agricultável, biocombustíveis e uma matriz elétrica limpa que permite produzir tudo isso com intensidade de carbono abaixo da média global.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural! Fertilizante também é mineral crítico Quando se fala em minerais críticos, a conversa costuma começar por lítio, terras raras e baterias, e é essa corrida que colocou o tema no centro da agenda global.
Para o agro, a mesma pauta tem um desdobramento tão estratégico quanto: o fertilizante.
Nos debates desta segunda em Nova York, Pablo Cesário, presidente do Ibram, entidade que representa as mineradoras, celebrou a ampla coalizão que aprovou a nova lei de minerais críticos no Congresso.
É um tema que ele vem defendendo ao longo do ano: minerais estratégicos são vitais para a segurança alimentar, e o país tem risco de escassez em enxofre, fosfato e potássio, a base dos adubos.
A lei, sancionada na última quarta-feira (16), coloca os fertilizantes fosfatados, potássicos e nitrogenados entre as prioridades da nova política.
Para o agro, isso se traduz em três ganhos.
Projetos de mina e de fábrica de adubo entram numa fila preferencial de análise pelo governo.
Ganham acesso mais fácil a garantias e a títulos para financiar a obra, o que reduz o risco de quem decide investir.
E passam a contar com parte de um pacote de fundo garantidor e créditos fiscais que pode chegar a R$ 7 bilhões.
O resultado esperado é mais adubo produzido dentro do país e menos exposição do produtor ao mercado internacional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.