Geração Z bebe menos? Mercado mineiro vê jovens mais seletivos
Belo Horizonte – A fama de geração que abandonou o álcool não corresponde inteiramente ao comportamento dos jovens adultos.
Pesquisa global da IWSR aponta que 74% dos integrantes da Geração Z com idade legal para beber consumiram álcool nos seis meses anteriores ao levantamento.
Entre o conjunto da população adulta, a proporção foi de 76%.
A proximidade dos índices, porém, não significa que jovens e adultos mais velhos bebam a mesma quantidade ou com a mesma frequência.
O dado mede a participação no consumo, isto é, quantas pessoas beberam no período.
O levantamento indica que a principal diferença está nas ocasiões, nos produtos escolhidos e na maneira de conciliar álcool, socialização e cuidados com a saúde.
Em Minas Gerais, representantes da indústria percebem jovens mais seletivos, interessados em coquetéis, bebidas prontas, produtos de baixo teor alcoólico e versões sem álcool.
Ainda não há, entretanto, dados específicos que permitam afirmar se o consumo aumentou ou diminuiu entre os mineiros dessa faixa etária.
O estudo Bevtrac ouviu mais de 32 mil pessoas em 19 mercados.
A comparação histórica divulgada pela IWSR considera 15 países, entre eles o Brasil.
A Geração Z reúne, nesse recorte, pessoas com idade legal para beber e até 28 anos.
Para Cristiano Lamego, superintendente executivo do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (SindBebidas MG), é preciso evitar a conclusão de que os jovens simplesmente estão bebendo menos.
“Há sinais claros de uma mudança no comportamento, mas é preciso ter cuidado para não resumir esse movimento simplesmente a ‘os jovens estão bebendo menos’ .
O que estamos percebendo é uma reconfiguração do consumo”, afirma.
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