Caso Maya Massafera: princípio de AVC existe? Entenda o termo
O termo “princípio de AVC” não existe na medicina e é utilizado de forma popular para se referir à suspeita de um AVC (Acidente Vascular Cerebral ).
A expressão voltou a ser discutida nas redes sociais após a influenciadora Maya Massafera ser hospitalizada, no último domingo (30), e usar o termo.
Apesar de ser popularmente conhecido dessa forma, o termo não corresponde a um diagnóstico médico .
No dia a dia, quando alguém utiliza a expressão “princípio de AVC” , geralmente está se referindo a sintomas que antecedem um AVC definitivo .
Segundo o professor e coordenador da Pós-Graduação Latu-Sensu de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas IPEMED, André Felício , neste caso, o correto seria o diagnóstico de um Ataque Isquêmico Transitório (AIT) , uma condição em que o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido temporariamente.
Os sintomas podem desaparecer após algum tempo, mas o episódio serve como um importante sinal de alerta para o risco de um AVC.
“Não é um termo médico preciso.
Geralmente é usado para descrever um ataque isquêmico transitório (AIT) ou um AVC de pequena extensão.
No AIT, os sintomas desaparecem, mas o episódio é um importante alerta para o risco de AVC.
Mesmo sintomas passageiros exigem atendimento imediato”, explica.
Também existem sinais de alerta que podem indicar que uma pessoa está sofrendo um AVC, como dificuldade para falar, alteração na visão, perda de força ou formigamento em um dos lados do corpo e dificuldade para caminhar ou manter o equilíbrio.
Leia Mais Um em cada quatro pessoas poderá ter AVC ao longo da vida, diz estudo Maya Massafera: tratamento hormonal pode aumentar o risco de AVC Maya Massafera se pronuncia após hospitalização por suspeita de AVC Existem dois tipos de AVC, que ocorrem por motivos diferentes: AVC hemorrágico : Ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia.
Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge.
É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.
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