Sylvia Bandeira sobre assédio na carreira: ‘Não me machucou, mas me prejudicou’
Na TV Globo, Sylvia Bandeira , 76 anos ganhou destaque como protagonista da novela Um Sonho a Mais (1985), na pele de Stella Aranha.
No cinema, sua atuação como Cotinha em Bar Esperança, o Último que Fecha (1983), de Hugo Carvana , rendeu-lhe o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado.
No teatro, sua interpretação da lendária atriz Marlene Dietrich reafirmou uma carreira que atravessa décadas e diferentes linguagens artísticas.
Convidada do programa semanal da coluna GENTE (disponível no canal VEJA+ no Youtube , no streaming da TV Samsung Plus, LG, TCL e Roku), Sylvia recorda de episódios de assédio sofridos ao longo de sua trajetória: (A coluna GENTE também está no Instagram.
Siga o perfil @veja.gente ) “Eu tinha um lado ingênuo, sim.
Tentava achar que podia não ser aquilo que estava acontecendo, mas tinha uma hora que não tinha como.
Era simplesmente mostrar que não é não.
Tentava passar por cima daquela situação, me enganar que talvez a pessoa tivesse apenas sendo simpática, mas não estava sendo simpática.
Era assédio.
Tipo, convidando (para sair) de uma forma que não era legal e que não teria porquê convidar, entende? O convite de trabalhos que também não foram o que eram para ser… Estou falando muito jovem, aí demorava um pouco para perceber que aquilo era situação errada.
Acho que esse movimento hoje cada vez é mais difícil isso acontecer, porque a mulher está mais consciente.
Se isso aconteceu na Globo? Também.
Não me machucou, mas se você quiser, me prejudicou.
Porque não topar às vezes é uma coisa que prejudica algumas mulheres, ainda mais se é uma sedução que quis ser outra coisa”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.